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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Nova Espécie de Lémur Gigante descoberta em Madagáscar

Fragmento do maxilar do P. kelyus removido da sua matriz.
Créditos: ©D. Gommery- MAPPM & CNRS

Os restos de uma espécie extinta de um lémure gigante foram recentemente descobertos em Madagáscar, a primeira adição ao grupo em mais de 100 anos, de acordo com um novo relatório.

A espécie, Palaeopropithecus kelyus, confirma 20 anos de especulação sobre a sua existência, disse o autor líder da descoberta Dominique Gommery, paleontologista do Centro National de Investigação Científica (CNRS) em Paris, França.

Os lémures são um grupo de primatas que só se encontram distribuídos em Madagáscar, num total de 71 espécies.

P. kelyus é agora um membro de um grupo de subfósseis pertencentes a três espécies de lémures gigantes. Ao contrário dos fósseis normais, os subfósseis são formados a partir dos ossos de espécies recentemente mortas, e que ficaram parcialmente mineralizados. A descoberta pode ajudar os investigadores a compreender os padrões evolucionários dos hotspots, tal como Madagáscar.

Os lémures gigantes deslocavam-se nas árvores por saltos, um movimento muito semelhante ao das preguiças da América do Sul. Usavam os quatro membros para se deslocarem de ramo em ramo, com a cabeça voltada para baixo.

P. kelyus junta-se às outras duas espécies de lémures gigantes, P. ingens e P. maximus, que foram descobertas há mais de 100 anos. O P. kelyus é o mais pequeno dos três lémures gigantes, com um peso estimado de 35 kg. O maior lémure existente na actualidade, o Indri, pesa apenas 10 kg.

Dentes pequenos e outras características dentárias na mandíbula superior distingue o P. kelyus dos outros lémures gigantes.

Estas características sugerem que o P. kelyus poderia ter como dieta alimentos mais duros como sementes. Pensasse que as outras duas espécies de lémures gigantes tenham tido uma alimentação mais baseada em frutas e folhas.

Esta nova espécie foi descoberta no noroeste de Madagáscar, numa área localizada entre grandes baías e rios que talvez possam ter isolado o P. kelyus dos outros lémures gigantes.

O projecto desta descoberta, chamado em francês Mission archéologique et paléontologique dans la province de Mahajanga (MAPPM), é uma colaboração entre franceses e malagaxes. As descobertas estão publicadas online no journal Comptes Rendus Palevol.


Publicado dia 28 de Maio de 2009; Por Brett Israel; Animals; LiveScience

Notícia original: http://www.livescience.com/animals/090528-giant-lemur.html

sábado, 1 de agosto de 2009

Transferência de genes pode levar a uma nova vacina contra o HIV

Uma equipa de investigação dos Estados Unidos revelou ter quebrado o teimoso impasse que tem frustrado a invenção de uma vacina eficiente para o vírus imunodeficiente humano.

Os cientistas, do Hospital de Crianças de Filadélfia e do Hospital Nacional de Crianças em Columbus, estado de Ohio, disseram que usaram uma abordagem que ultrapassa o procedimento normal, usado pelos investigadores que trabalham no desenvolvimento desta vacina.

Usando a tecnologia de transferência de genes, que produz moléculas que bloqueiam a infecção, os cientistas relataram que conseguiram proteger macacos rhesus da infecção pelo vírus imunodeficiente dos símios - um vírus próximo genéticamente do HIV.

"Nós usamos uma estratégia distinta, que contorna a resposta natural do sistema imunitário, que tem sido o alvo de todas as vacinas anteriormente desenvolvidas para o SIV e HIV", disse o líder da equipa Dr. Philip Johnson, do Hospital de Filadélfia. Johson desenvolveu esta nova abordagem com o virologista molecular K. Reed Clark, em Columbus.

Johnson disse que ainda existem muitos obstáculos antes de a técnica, já usada em animais, passar para uma vacina contra o HIV dos seres humanos.

O estudo esta disponível na versão online do journal Nature Medicine - http://www.nature.com/nm/index.html


Publicado dia 20 de Maio de 2009, © 2009 United Press International, Inc. All Rights Reserved.

Notícia original:
http://www.upi.com/Science_News/2009/05/20/Gene-transfer-may-lead-to-new-HIV-vaccine/UPI-23511242842115/

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Aye-aye faz história no Zoo de Denver


O recém-nascido é examinado pela equipa do Zoo de Denver.


Este pequenote não ganharia nenhum concurso de beleza, a não ser que a beleza estivesse no olho do observador. Mas o aye-aye bébé, uma espécie de primata ameaçada de extinção, apenas encontrada no estado selvagem em Madagáscar, fez história no Zoo de Denver.
Este foi o segundo nascimento de um aye aye num Zoo da América do Norte.

De acordo com a National Geographic Society, que publicou estudos sobre espécies raras de animais de Madagáscar, os aye-ayes podem não ser parecidos com primatas, mas estão relacionados com chimpanzés, gorilas, orangutangos e humanos.

O nascimento resulta de um plano da Associação de Zoo's e Aquários que visa a sobrevivência das espécies.

Os aye-ayes são os maiores primatas nocturnos, pensando cerca de 2,8 kg. Esta espécie é única, possui uma familia própria designada Daubentoniidae.

"Os aye-ayes são únicos e não se parecem com mais nenhum outro animal. O seu corpo de macaco, cauda de esquilo, olhos grandes e dedos alongados, fazem deles animais facilmente distintos de outros primatas," de acordo com o zoo de Denver.

Eles usam os seus longos e curvados digítos médios, que podem ser três vezes maiores que os outros, para tirar insectos dos buracos dos troncos de árvores.

A Conservation Union classifica-os como animais ameaçados devido à perda de habitat, relacionada com a desflorestação em Madagáscar e devido à caça furtiva.

Alguns nativos de Madagáscar acreditam que eles são um mau agouro, e que vendo um destes indivíduos é um indicador que algum aldeão vai morrer.
A superstição diz que a única forma para evitar a morte é matar o aye-aye. Contudo, Madagáscar adoptou leis que proibem a sua morte.

O Zoo de São Francisco na Califórnia é o outro único Zoo da América do Norte a ter aye-ayes em cativeiro.

Incluindo os aye-ayes do Centro Duke Lemur, existem apenas 25 aye-ayes na América do Norte.

Os aye-ayes vivem nas florestas tropicais húmidas e evitam descer das árvores e vir ao chão. Como são animais nocturnos, eles passam os dias enrolados num ninho em forma de bola feito de folhas e ramos. Os ninhos são esferas fechadas com uma única entrada situado em ramos maiores de árvores grandes. Estes animais vivem cerca de 20 anos em cativeiro.


Salem, mãe do aye-aye recém nascido, disfruta de uma cana de açucar no Zoo de Denver.

Publicado dia 7 de Maio de 2009, por Howard Pankratz, The Denver Post

Créditos Fotográficos - Dave Parsons, The Denver Zoo

Notícia original: http://www.denverpost.com/headlines/ci_12317643

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Populações de Chimpanzés decrescem 90%

As populações de chimpanzés continuam a decrescer em África.

Um nova sondagem revelou que, em Cote D'Ivoire, as populações decresceram de uma estimativa de 8.000 a 12.000 indivíduos para uns assustadores 800 a 1200 indivíduos, um decréscimo que ocorreu em menos de 20 anos.

O mais preocupante acerca de esta nova sondagem é que, supostamente, Cote d'Ivoire é um "paraíso" para chimpanzés no Oeste Africano. O relatório diz também que outras nações do oeste africano verificam um decréscimo nas populações de chimpanzés.

Os investigadores dizem que a razão principal é pelo aumento da população humana em Cote d'Ivoire. Desde 1990 que a população humana cresceu 50%. Isto levou ao aumento da caça e desflorestação, actividades que têm impacto directo tanto nos chimpanzés como no seu habitat.

"O habitat desapareceu, e todas as áreas protegidas foram invadidas por pessoas", disse Genevieve Campbell, à National Geographic, autor desta sondagem.

Em 1960 foi estimado que a população de chimpanzés em Cote d'Ivoire era de 100.000. indivíduos.


Chimpanzés em Cote d'Ivoire
Créditos: primatology.net

Publicado dia 6 de Maio de 2009; Jeremy Hance; Mongabay.com

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Chimpanzés trocam carne por sexo! E funciona!

Os chimpanzés selvagens que partilham carne, com fêmeas da sua espécie, duplicam as probabilidades de terem sexo com essas fêmeas. Esta descoberta suporta uma hipótese de que a partilha de comida aumenta as oportunidades de acasalamento.

O estudos mostraram que os chimpanzés machos partilham carne com as fêmeas, que usualmente não caçam. A razão para a partilha de carne, contudo, era um mistério - embora não muito difícil de adivinhar.

Machos observados na nação de Côte d'Ivoire no Oeste de África, partilharam carne de macaco com fêmeas que exibiam um inchaço rosado na zona genital, que indica que estão em ovulação e disponíveis sexualmente.

Os investigadores acrescentaram, que o mais surpreendente foi que os machos partilhavam a carne com as fêmeas que não apresentavam inchaço na zona genital, talvez na esperança de serem bem sucedidos no futuro.

O sexo "pode não ocorrer imediatamente - mas pode ocorrer no futuro," disse a co-autora do estudo Cristina M. Gomes, investigadora do Instituto Max Planck para a Evolução Antropológica na Alemanha.

Evolução a funcionar?

As descobertas podem esclarecer acerca das nossas próprias origens, disseram os investigadores.

Estudos de sociedades de caçadores humanos mostraram que, os caçadores com maiores capacidades tinham mais descendência e mulheres. Mas os investigadores estão divididos em como, ou se, as capacidades de caça e o acasalamento estão ligados.

O facto é que os chimpanzés machos também partilham carne com fêmeas não ovuladas e predispostas para acasalar, o que pode adicionar à discussão as capacidades cognitivas dos chimpanzés.

Isto pode sugerir que os chimpanzés podem antecipar interacções futuras ou relembrarem interacções que tiveram no passado.


Publicado dia 7 de Abril, 2009 no Journal PLoS ONE, National Geographic News, por Nick Wadhams em Naiorobi, Quénia.

Créditos Fotográficos: National Geographic

Notícia original:http://news.nationalgeographic.com/news/2009/04/090407-chimps-meat-sex.html

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Primata Fossilizado com 47 Milhões de Anos


DEPOIS DE 2 ANOS DE INVESTIGAÇÃO, FINALMENTE, É REVELADO O FÓSSIL MAIS COMPLETO DE SEMPRE , COM 47 MILHÕES DE ANOS, DE UM PROVÁVEL ANCESTRAL COMUM PARA OS PRIMATAS.


Os investigadores puderem comprovar a veracidade do fóssil através de uma análise Raio-X à estrutura dos ossos e depois de datação radiométrica das rochas vulcânicas de Messel, eles descobriram que a pequena criatura viveu há cerca de 47 milhões de anos, no período Eoceno.


Uma equipa de cientistas liderada por Jorn Hurum revelaram, esta semana, um esqueleto de um primata fossilizado com 47 milhões de anos, sendo aclamado como o elo perdido na evolução dos primatas.


O fóssil foi descoberto há 25 anos por caçadores de fósseis amadores enquanto escavavam em Messel Pit, Alemanha, e adquirido por Hurum há cerca de dois. Desde então, reuniu uma equipa de especialistas e tem investigado o pequeno primata. Na passada Terça feira o fóssil foi apresentado à comunidade científica em Nova Iorque.

Este fóssil é a ponte para a evolução que separa os primatas superiores, tais como, macacos, grandes primatas e humanos, e os seus mais distantes parentes, os lémures.


"Este é o primeiro elo de ligação para todos os humanos," disse Hurum, do Museu de História Natural de Oslo, Noruega. Ida, o nome atribuído ao pequeno primata fossilizado, representa "a prova mais próxima daquilo que podemos ter como nosso ancestral comum."


Ida, propriamente chamado como Darwinius masillae, possui uma anatomia única. O esqueleto típico de lémure possui características dos primatas, incluindo, mãos que são usadas para agarrar objectos, polegares oponíveis, dígitos com unhas em vez de garras e membros relativamente curtos.


"Este espécime parece ser um fóssil primitivo de um macaco que pertence ao grupo que inclui-nos a nós," disse Brian Richmond, antropólogo biológico da Universidade George Washington em Washington, D.C., que não esteve envolvido no estudo.


Mas há uma grande falha no registo fóssil deste período, o Eoceno, disse Richmond. Os investigadores não têm a certeza quando e onde é que o grupo dos primatas que inclui os macacos, os grandes primatas e os humanos se separaram do outro grupo de primatas que inclui os lémures.


"Ida, é um dos importantes ramos da árvore evolutiva", disse Richmond, "mas não é o único ponto de ramificação."

Uma coisa é certa, o aspecto de Ida é inquestionável e único: a sua incrível preservação, inédito exemplar do período do Eoceno, e aparece numa época em que os primatas primitivos estavam num período de rápida evolução.

Os investigadores dizem que esta é uma prova evidente para a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin que fala precisamente na transição das espécies.

Sir David Attenborough disse que Darwin "teria ficado extasiado" se tivesse visto este fóssil - e diria que o fóssil diz-nos quem nós somos e qual a nossa origem.




Mas afinal o que nos diz Ida segundo o lider desta investigação, Jorn Hurun?!




Publicado dia 19 de Abril de 2009; National Geographic; Sky News; http://www.revealingthelink.com/

terça-feira, 19 de maio de 2009

Fósseis Genómicos dos Lémures abrem caminho na compreensão da origem e evolução do HIV e outros lentivírus de primatas

Um retrovírus aparentado com o HIV estabilizou-se e integrou o genoma de muitos lémures há cerca 4.2 milhões de anos, de acordo com uma investigação liderada pelo Dr. Cédric Feschotte na Universidade do Texas, Arlington. A nova análise feita ao vírus imunodeficiente dos prosímios (pSIV) leva a uma nova compreensão sobre a evolução dos lentivírus.

Família de Lémures de cauda anelada
observada em Madagáscar. (Créditos: Stockphoto)




Durante a replicação, os retrovírus integram os cromossomas dentro das suas células hospedeiras. Se as células germinativas são infectadas, o DNA viral integrado pode ser transmitido de pais para filhos e pode, eventualmente, tornar-se parte do material genético das espécies hospedeiras.

Este processo de endogenização ocorreu repetidamente durante a evolução e envolveu diversos tipos de retrovírus, dando origem a uma parte do genoma de muitas espécies de vertebrados - por exemplo, ~8% do genoma humano. Até agora, acreditava-se que o processo era extremamente raro para os lentivírus, um grupo de retrovírus evolutivamente ilusivo que infecta diversos mamíferos, incluindo os humanos (na forma do vírus imunodeficiente humano [HIV]).

Baseados nas sequências fósseis recolhidas de diferentes espécies de lémures, os investigadores reconstruíram computacionalmente a sequência aparentemente intacta e completa do DNA do lentivírus ancestral dos prosímios. A descoberta de que duas diferentes espécies de lémures endémicas de Madagáscar sofreram, independentemente e quase em simultâneo, múltiplas infecções germinativas de pSIV providencia a evidência de que os lentivírus infectaram repetidamente a linha germinativa das espécies de prosímios.

Estes resultados permitem uma futura análise funcional do vírus extinto e avançar o nosso conhecimento sobre a biologia dos lentivírus, incluindo o HIV. Além disso, a caracterização deste lentivírus ancestral dos lémures levanta a possibilidade dos retrovírus como o HIV continuarem, ainda hoje, a circular na fauna de mamíferos de Madagáscar.


Publicado dia 24 de Março de 2009; Science Daily

Notícia original: http://www.sciencedaily.com/releases/2009/03/090319224524.htm

Jounal Reference:
Gilbert et al. Parallel Germline Infiltration of a Lentivirus in Two Malagasy Lemurs. PLoS Genetics, 2009; 5 (3): e1000425 DOI:
10.1371/journal.pgen.1000425

terça-feira, 5 de maio de 2009

Novo paraíso para os Orangotangos



Foi criado na Malásia um novo hospital e santuário para prevenir a extinção dos orangotangos.

A ilha Orang Utan, situada no estado Perak, aloja mais de 20 primatas.

A maioria dos bébés orangotangos que foram rejeitados pelas mães encontram-se no centro de reabilitação, onde são surpervisionados e alimentados por uma equipa especializada.


Quando os orangotangos bébés crescem, socializam com outros orangotangos adultos, antes de serem devolvidos ao habitat natural.

Os orangotangos são uma das espécies da Malásia com maior taxa de perigo de extinção e estão constantemente a serem ameaçados pela destruição da floresta devido à extracção de madeira e incêndios e também pela caça ilegal.



Publicado dia 20 de Março de 2009; BBC News;

Créditos Fotográficos: Orang Utan Island

Notícia original: http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/7955257.stm

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Bonobos fazem amor em vez de guerra!

Será que as espécies que encaram actualmente a extinção possuem pistas para a origem dos seres humanos?

No meio de uma das zonas menos exploradas da Terra, podemos vislumbrar um dos primos mais próximos ao homem...o Bonobo.

Pensa-se que os Bonobos são, possivelmente, os únicos animais que resolvem os seus conflitos não através da violência, mas através do sexo. Na verdade, acredita-se que eles estão entre os únicos animais, com excepção do homem, que fazem sexo por divertimento, e não apenas com objectivos de reprodução da espécie.

Conhecidos também por "macacos eróticos," os bonobos são 98,5 % geneticamente semelhantes aos humanos.
Um grupo de repórteres da abc levou a cabo uma viagem incrível e difícil ao coração do Congo para se encontrarem com Bila-Isia Inogwabini, também conhecido por "Ino." Ino é um investigador para a Fundação Mundial da Vida Selvagem (World Wildlife Fund) que defende actualmente uma teoria controversa - que este foi o primeiro lugar onde os humanos apareceram na Terra.
Ino possui créditos por uma descoberta incrível - uma população de 2000 bonobos extremamente raros a viver numa vasta área da floresta africana. Esta descoberta representa um desenvolvimento muito grande para uma espécie que alguns temiam estar à beira da extinção.

O mundo não sabia da existência desta população, disse Ino, e os primeiros repórteres que ele mostrou foram os da abc.

Mas a caminhada não foi fácil! Ao longo de três dias, durante 20 kilometros, combateram contra o calor, atravessando a floresta escura, ameaçados pelas formigas comedoras de humanos e pelas incrivelmente persistentes abelhas.

Muitas vezes levantavam o acampamento antes de amanhecer e quando finalmente chegaram perto do objectivo final, foi emocionante.

Primeiro, ouviram os bonobos a passarem pelas árvores, ouvindo sons que pareciam que as árvores se desmoronavam. Depois ouviram as vozes - diz o repórter que parecia uma banda sonora de um filme de terror.

E quando finalmente os avistaram, eles pareciam homens das cavernas acrobáticos.

Uma mitologia romântica nasceu à volta dos bonobos, uma espécie que se acreditou ser mais pacífica do que os chimpanzés, que podem ser ferozmente violenta.

"Os Bonobos têm tendência para resolver os seus problemas através do sexo, em vez de usarem violência," explicou Ino.

É verdade, os bonobos resolvem a competição por comida e território, não através de violência, mas sim, através de relações sexuais.


Ligações com os Bonobos

Para além dos humanos, eles são os únicos animais que fazem sexo por diversão, não apenas para procriar.

"E este facto coloca esta espécie mais próxima da nossa do que outra espécie de mamífero," disse Ino.

Os Bonobos têm sexo em grupo, sexo entre o mesmo género, sexo oral e sexo cara a cara. Também foi reportado o beijo francês!



Os Bonobos são considerados como sendo,
possivelmente os únicos animais que resolvem os seus conflitos não
através da violência mas através do sexo. (ABC News)

Muitos pensam que a razão pela qual os bonobos são tão pacíficos - são observados frequentemente a catarem-se tranquilamente uns aos outros - é que a sua estrutura social é dominada por fêmeas.


Contudo, neste momento, esta espécie encontra-se em perigo crítico de extinção. Tiveram pouca sorte de existirem num só país - o empobrecimento, a anarquia e a guerra do Congo, onde os caçadores furtivos os caçam como alimento tem vindo a degradar as populações de Bonobos.

Eles são considerados como animais sensíveis por algumas províncias do Congo, disse Ino, e por algumas tribos.

Parecem ser incrivelmente dóceis e humanos. Os repórteres só puderam interagir com os bebés. Os jovens bonodos são brincalhões, sendo considerados psicologicamente vulneráveis quando são órfãos, sendo dados a eles mães substitutas.

De volta à selva, Ino disse que testemunhou que os bonodos têm muitos comportamentos parecidos com os dos humanos, e até os viu chorar. Mas provavelmente, o comportamento mais humano de todos é o facto de que os bonobos, ocasionalmente, andam em posição vertical sobre os dois membros posteriores, o que levou Ino a avançar com a sua teoria radical.


A evolução do homem?

Ino descobriu que os bonobos são os únicos animais que vivem numa área que é uma mistura de selva com savana - as planícies africanas. Isto força-os a andar na vertical mais do que na selva. E isto é o que Ino pensa ter sido o tipo de ambiente que fez surgir os primeiros humanos.

"Penso seguramente que os seres humanos possam ter evoluído a partir desta região," disse Ino. "É um grande reivindicação, sim, eu compreendo, mas acho que vale a pena colocar esta hipótese sobre a mesa."


Dan Harris da ABC News com um bonobo bebé no
Santuário dos Amigos dos Bonobos no Congo - chamado Lola Ya Bonobo -
onde quase todos os animais que lá estão
são órfãos de pais mortos pelos caçadores. (ABC News)



A teoria que prevalece entre os cientistas diz que os primeiros humanos evoluíram a centenas de quilómetros do Congo, na África Oriental. Os especialistas com quem foi discutida a teoria de Ino, indeferiram-na como rebuscada.

"Posso não ser levado a serio agora, mas acredito que dentro de 15 ou 20 anos, a minha teoria possa ser comprovada como verdadeira," disse Ino.

No mínimo, a sua teoria pode chamar a atenção para os bonobos, que nos podem ensinar algo sobre a resolução de conflitos.




Os Bonobos em vias extinção vivem nas profundezas das florestas do Congo, usando o sexo para resolver os seus conflitos.



Publicado dia 19 de Março de 2009; ABC News; por Dan Harris


Notícia original: http://www.abcnews.go.com/Nightline/Story?id=7114519&page=1

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Replicação de genomas pode separar Humanos dos Grandes Símios

Um pico súbito durante a cópia e o rearranjo da estrutura do ADN deu "forma" às espécies de grandes símios.

Apesar de não ser tão dramático como a teoria de o Big Bang ter criado o universo, uma explosão na duplicação do ADN do ancestral comum dos humanos, chimpanzés e gorilas, pode ser responsável por muitas das diferenças entre estas espécies. A grande separação ocorreu à cerca de 8 ou 12 milhões de anos atrás, mas os efeitos desta separação ainda são visíveis.




Um aumento nas duplicações ocorreu no genoma do ancestral comum dos humanos e dos grandes símios africanos entre 8 milhões a 12 milhões de anos atrás. Os números perto das imagens indicam os milhões de bases duplicadas que são únicas para cada espécie. Por exemplo, 13.6 milhões de bases replicadas no genoma humano não são replicadas no genoma de outras espécies. Créditos: Marques-Bonet et al., Nature, Fev. 12, 2009.



Os genes humanos e dos grandes símios são notoriamente similares, com poucas diferenças nas letras genéticas que compõem o manual de instruções para construir cada primata. Mas os gorilas, orangutangos, chimpanzés e humanos são obviamente diferentes. Uma nova análise dos genomas dos humanos e dos seus primos símios, publicada em 11 de Fevereiro na revista Nature, sugere que essas diferenças podem ter raízes nas duplicações do ADN.

A equipa de investigação liderada por Evan Eichler, investigador do Instituto de Medicina Howard Hughes na Universidade de Washington em Seattle, comparam os genomas dos macacos, orangutangos, gorilas, chimpanzés, bonobos e humanos. Os investigadores descobriram que partes dos genomas foram copiadas e reorganizadas, por vezes múltiplas vezes, dentro de cada uma das linhagens.

Depois dos orangutangos se separarem da árvore genealógica dos primatas, as taxas de replicação aceleraram dramaticamente no ancestral comum dos gorilas, chimpanzés e humanos. Esta taxa continuou no ancestral comum dos humanos e chimpanzés, mas depois abrandou de novo. Ao mesmo tempo, estas taxas de duplicação influenciavam outros tipos de mutação - tal como alterações nas letras da sequência genética - a abrandarem.


A duplicação pode fazer a diferença: Um segmento de ADN encontrado apenas no genoma humano (círculo verde) foi duplicado múltiplas vezes nos chimpanzés e gorilas (setas rosa). Alguns segmentos duplicados nos chimpanzés são multiplicados nos humanos (não demonstrado). Créditos: Marques-Bonet et al., Nature, Fev. 12, 2009.



A actividade de duplicação resultou em diferenças estruturais do genoma entre as espécies, numa escala nunca antes analisada. Estudos anteriores só tinham analisado genes específicos ou pequenas partes do genoma, e esta análise em grande escala esclarece o que não era evidente.


"Este artigo sugere que a variação real que levou à linhagem humana é estrutural," diz Mark Gerstein, bioinformático na Universidade de Yale. "Penso que é plausível que o número de cópias ou a variação estrutural pode afectar mais ainda que as próprias mutações - alterações das bases - podem."

Alterar uma única base, ou uma letra do ADN, é susceptível de ter um efeito limitado, uma vez que tais mutações alteram apenas um único gene. Mas grandes duplicações, contendo 20.000 bases ou mais, como as mapeadas neste estudo, podem conter mais de um ou mais genes ou partes destes e regiões reguladoras.

Duplicar, triplicar ou quadruplicar o número de cópias de um pedaço de ADN no genoma, pode aumentar potencialmente a actividade dos genes contidos nessa região. Uma duplicação pode conter algumas partes de um gene, mas não todo, o que poderá alterar a função do gene. E estas duplicações deverão conter painéis de controlo para os genes, disse Gerstein. Copiar esses painéis de controlo, no seu todo ou partes dele, e inserindo-os noutra parte do genoma poderá alterar a actividade dos genes adjacentes ao ponto de inserção.

Os investigadores descobriram que estas duplicações não ocorrem aleatoriamente. A maioria das duplicações ocorrem próximas das duplicações mais antigas, criando hot spots no genoma, susceptíveis à cópia e rearranjo. Estas partes instáveis do genoma proporcionam flexibilidade à adaptação a novos ambientes, mas têm também uma desvantagem.

A instabilidade tem sido relacionada a doenças em seres humanos. As células cancerígenas têm, notoriamente, duplicações, rearranjos, e deleções nos genomas. O ADN instável predispõe os seres humanos a doenças como o autismo, retardação mental e esquizofrenia. Os investigadores dizem que as duplicações ligadas ao autismo e à esquizofrenia são tão recentes que é provável que estas perturbações no desenvolvimento neurológico sejam também bastante jovens.

Cerca de 20% das duplicações identificadas neste estudo foram encontradas apenas em humanos. A maioria das partes replicadas contêm genes de função desconhecida, portanto o próximo passo deste projecto é descobrir como é que estas duplicações ocorrem e como é que os genes contribuem para tornar as pessoas humanas.

Mas os humanos não são os únicos com ADN extra específico para a sua espécie, diz Jeff Kidd, investigador genómico no laboratório de Eichler.

"Se eu e você fossemos dois chimpanzés a falar, iríamos estar a falar de como 20 % das duplicações são únicas nos chimpanzés," diz Kidd. "É tudo uma questão de perspectiva."



Publicado dia 14 de Março de 2009; Science News; por Tina Hesman Saey


terça-feira, 7 de abril de 2009

Chimpanzés usam geometria para se deslocarem na floresta

Se alguma vez se perderem na floresta, sigam um chimpanzé!

Uma nova investigação sugere que os grandes primatas têm uma mapa geométrico mental do seu território, deslocando-se entre dois pontos através do percurso mais curto.




Uma nova investigação sugere que os chimpanzés são surpreendentemente bons navegadores, mantendo mapas geométricos mentais do seu território. (Imagem: Frans Lanting / National Geographic / Getty)




"A coisa mais impressionante quando estamos com uma chimpanzé no meio da floresta, é que nós usamos um compasso ou GPS para nos situarmos, enquanto que estes amigos sabem onde vão sem ajuda de qualquer material geométrico," disse Christophe Boesch, primatologista do Instituto Max Planck para a Evolução Antropológica, em Leipzig.

Com a ajuda de um GPS, C. Boesch e Emmanuelle Normand seguiram os movimentos de 15 chimpanzés, durante 217 dias, em Côte d'Ivoire's, Parque Nacional de Tai.

Num determinado dia, um animal pode visitar 15 das cerca de 12,000 árvores que pertencem ao seu território de 17 km quadrados, disse Boesch. "São uma espécie de nómadas."


Monitoramento

Todas as manhãs, os investigadores acordavam antes dos chimpanzés e seguiam-nos até estes irem dormir - frequentemente em ninhos diferentes. A posição GPS dos indivíduos era gravada a cada minuto.

"Estávamos aptos para fazer este estudo devido à nova tecnologia GPS, que funciona perfeitamente na floresta tropical. O que não era o caso há cerca de 5 anos," disse Boesch.

Depois de analisarem os dados, Boesch e Normand verificaram boas evidências de que os animais escolhem as suas rotas usando um mapa mental, construído através de coordenadas geométricas, em oposição a uma navegação estilo marcas para rotas frequentes.

Os indivíduos tenderam a mover-se em linhas rectas, enquanto se deslocavam de árvore em árvore, abrandando o seu ritmo de marcha quando se aproximavam do destino. Os chimpanzés também visitavam outras árvores dependendo da localização da actual.

Isto sugere que os chimpanzés não dependem exclusivamente pontos de referência (landmark) tais como, árvores específicas e córregos para se descolarem. Estas marcas podem surgir uma vez que o chimpanzé se aproxima do seu destino.


Estilos de viajar

Investigações anteriores e a experiência do quotidiano, sugerem que os humanos possuem dois estilos de navegação, dependendo do ambiente.

"Numa cidade podemos usar ruas, que são as clássicas landmarks, ao passo que se fossemos um Pigmeu na floresta húmida tropical ou um esquimó no Árctico, onde não temos nada como ponto de referência, teríamos de aprender usando meios sofisticados," disse Boesch.

Paul Garber, um biólogo antropológico na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, pensa que a distância entre dois pontos poderá não ser único factor na escolha da rota de um chimpanzé.

A qualidade e a quantidade de comida, bem como a competição pela mesma, poderão ser factores que influenciam a escolha da rota. Além disso, tal como um vendedor que optimiza as suas viagens, os chimpanzés talvez pensem na navegação com "um olho no futuro", disse Garber. "Eles talvez façam um plano da viagem, não visualizando apenas um passo, mas muito passos à frente."

Publicado dia 12 de Março de 2009; New Scientist, Life; por Ewen Callaway

domingo, 5 de abril de 2009

Cientistas criam estirpe de HIV capaz de infectar macacos

Cientistas criaram uma estirpe do vírus imunodeficiente humano (HIV) capaz de infectar e se multiplicar em macacos, um passo para testar vacinas em macacos antes de as usar em humanos.

Esta estirpe de HIV, foi desenvolvida através da alteração de um gene da versão humana, para permitir que esta infecte uma espécie de macaco chamada macaco de cauda de porco.

A engenharia genética do vírus, uma vez injectada no macaco, prolifera tal como faz nos humanos, mas em última analise o animal consegue suprimir o vírus e não fica doente.

A estirpe é chamada simian-tropic HIV-1, ou stHIV-1.

Os investigadores acreditam na possibilidade de testar em macacos novas drogas e vacinas contra o HIV antes de as usar em pessoas.

Existe um vírus "primo" do HIV chamado SIV, ou vírus imunodeficiente símio, que causa a doença similar do HIV em certas espécies de macacos.

Mas este vírus dos macacos não é idêntico ao que afecta os humanos e não é um substituto perfeito para testar drogas e vacinas contra o HIV.

"Se a nossa investigação for aprofundada, desejamos que um dia, talvez num futuro não muito distante, seremos capazes de criar vacinas que sejam destinadas ao uso humano e que ao mesmo tempo sejam testadas em animais antes do uso humano," disse Paul Bieniasz, um dos investigadores da Universidade Rockfeller de Nova Iorque.

Neste momento os cientistas travam uma batalha para criar uma vacina contra o HIV.

"Se fizermos uma droga que é efectiva contra o HIV, às vezes funciona contra o SIV e outras vezes não. Basicamente, isto desvaloriza o SIV como um animal modelo para fazer experiências para o desenvolvimento de drogas," disse Bieniasz.

"Agora, se quisermos desenvolver uma vacina paralela para o HIV e para o SIV. Podemos testar a vacina contra o SIV em animais e depois esperar que a mesma abordagem funcione em humanos."

No Journal Proceedings of the National Academy of Sciences, os investigadores escreveram que ao fazer a engenharia genética do vírus, eles removeram um gene do HIV, conhecido como vif, e inseriram no SIV. Este gene actua com um bloqueador de proteínas produzidas pelos macacos que matam os vírus.

Bieniasz disse que terão de fazer mais alterações no stHIV-1, para o tornar mais capaz para o teste de vacinas.

O vírus modificado genéticamente infecta os macacos, e durante algum tempo é uma boa "mímica" do que acontece nos humanos infectados por HIV, disse Bieniasz.

Mas depois de se espalhar pelo corpo do macaco, o animal é bem sucedido, suprimindo o vírus - não elimina completamente o vírus mas reduz para níveis muito baixos.

"O pequeno problema é que o macacos infectados não desenvolvem a doença," disse Bieniasz.

Publicado dia 3 de Março 2009; Reuteurs UK; Por Will Dunham

Notícia original: http://uk.reuters.com/article/scienceNewsMolt/idUKTRE52203620090303?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0



sexta-feira, 3 de abril de 2009

Happy 75th Birthday, Jane!



quarta-feira, 4 de março de 2009

Assobio de orangotango surpreende ZOO

Bonnie, um orangotango de 32 anos do National Zoo em Washington DC, aprendeu a assobiar.

O tratador de Bonnie, Erin Stromberg, disse que este talento especial de Bonnie tem implicações nas ideias sobre a evolução da linguagem.

Os investigadores disseram que o novo comportamento de Bonnie vai contra a ideia de que os orangotangos têm um número fixo de sons, que são respostas involuntárias baseadas na emoção.

Publicado dia 26 de Fevereiro 2009, BBC News

Notícia original e VÍDEO: http://news.bbc.co.uk/2/hi/also_in_the_news/7912092.stm

Os macacos não se auto-reconhecem em frente a um espelho

Ao contrário dos chimpanzés, orangutangos e gorilas, os macacos não reconhecem a sua própria cara em frente ao espelho, segundo um novo estudo.

Segundo os investigadores, a falta de auto-reconhemimento nos gibões e em outros primatas menores, indica que a capacidade mental surgiu entre 14 e 18 milhões de anos atrás, quando a linhagem evolutiva se separou dos grandes primatas, reportou a New Scientist.

"Podemos especular sobre a mente de um ancestral comum sem mesmo olhar para um fóssil," disse Thomas Suddendorf, psicólogo na Universidade de Queensland, Australia, que liderou este estudo.

Estudos anteriores, sugeriram que os gibões não conseguem reconhecer o seu próprio rosto, mas esses estudos apenas experimentaram um pequeno número de animais de uma só espécie de gibão, disse Suddendorf.

Para por um ponto final na especulação, ele e a colega Emma Collier-Baker estudaram 17 gibões diferentes em cativeiro, pertencentes a três dos quatro géneros existentes.

A equipa de investigação testou o auto-reconhecimento, deixando em primeiro lugar os gibões lamber um saboroso bolo de gelo. Depois pintaram uma lista da mesma cor do bolo na cara dos macacos.

Depois de estarem apenas cinco horas à frente de um espelho grande, instalado no seu recinto, os gibões examinaram o reflexo e tocaram no vidro, não usando o vidro para inspeccionar a risca na cara , que à partida poderia oferecer um estímulo de auto-reconhecimento. Algumas vezes, eles tentavam tocar à volta do vidro para perceber se havia outro gibão.

Um dos macacos reparou na marca enquanto se coçava, mas não prestou mais atenção a esta depois de voltar para o vidro.

De acordo com Suddendorf, os macacos não têm uma ideia definida do que se parece com gelo na sua própria cara.

"Isto é um estudo bom e muito detalhado, mas confirma o que já sabiamos, que estes animais não se auto-reconhecem num espelho," disse Frans de Waal, primatologista no Centro de Primatas Yerkes e na Universidade de Atlanta, US.

O estudo foi publicado em Proceedings of the Royal Society B.



Publicado dia 26 de Fevereiro 2009; Hindustan Times - Life and Universe


Notícia original: http://www.hindustantimes.com/StoryPage/StoryPage.aspx?sectionName=HomePage&id=0f50707f-7870-44c0-a715-3c39f3a9ebfe&Headline=Apes+can't+recognise+own+faces+in+mirror

domingo, 1 de março de 2009

Proteína cerebral com potencial contra a doença de Alzheimer

Estudos recentes com animais modelos, descobriram uma proteína cerebral com potencial para abrandar ou parar a progressão da doença de Alzheimer.

O córtex cerebral entorrinal, que suporta a memória, produz normalmente um factor neurotrópico (BDNF); contudo, esta produção diminui com a presença da doença de Alzheimer. Quando os investigadores injectaram BDNF em animais de laboratório com lesões no córtex entorrinal ou que foram geneticamente modificados para terem sintomas da doença de Alzheimer, descobriram que esses animais desenvolveram memória e capacidades cognitivas e a degeneração e morte celular foi prevenida ou revertida.

"Os efeitos do BDNF são potentes! Quando administrámos BDNF nos circuitos de memória do cérebro, estávamos a estimular directamente a actividade e a prevenir a morte celular da doença subjacente." disse o Dr. Mark Tuszynski, professor de neurociências da Universidade da Califórnia, San Diego, Escola de Medicina.

Os animais que estavam a receber o tratamento - modelos trangénicos de ratos com a doença de Alzheimer, ratos idosos, com lesões induzidas no cortéx entorrinal, macacos rhesus idosos e macacos com lesões no cortéx entorrinal - também mostraram benefícios a longo prazo. Eles começaram a produzir mais BDNF por si próprios e a apresentarem mais sinais de desenvolvimento de células cerebrais e função neuronal, enquanto que os animais não tratados degeneravam mais. O hipocampo, o centro de processamento de memória a curto prazo, o qual é rapidamente degenerado pela doença de Alzheirmer, também mostrou ter alguma recuperação.

A equipa, cujas descobertas forma publicadas no dia 8 de Fevereiro de 2009 na Nature Medicine, conclui que, desde que o factor BDNF apareceu, seguro e efectivo, nos animais modelos, poderá ser uma esperança para o tratamento da doença de Alzheimer em humanos.

"Nesta série de estudos, nós mostrámos que o BDNF ataca as próprias células corticais, prevenindo a sua morte, estimulando a sua função e improvisando a aprendizagem e a memória," disse Tuszynski. " Deste modo, o tratamento por BDNF pode providenciar uma longa protecção por abrandar ou mesmo parar, a progressão da doença nas regiões corticais que recebem o tratamento."

Publicado dia 8 de Fevereiro na U.S. News

Notícia original: http://health.usnews.com/articles/health/healthday/2009/02/08/brain-protein-may-have-potential-against-alzheimers.html