quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ofertas de Emprego

Investigador, WI National Primate Research Center
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1048

Trabalho de Campo com Chimpanzés no Rwanda, Great Ape Trust of Iowa
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1049

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Espécie rara de Lémure nasce em zoológico

Uma espécie rara de lémure nasceu no Zoo de Bristol.

Com dois meses de idade, Raz, um aye aye e o segundo da espécie a nascer na Grã-Bretanha, ainda tem o tamanho da palma da mão do seu tratador.

O aye aye, perto da extinção no país de onde é originário, em Madagáscar, é uma espécie de lémure que parece um cruzamento entre um rato e um morcego.

A tratadora de pequenos mamíferos, no jardim zoológico, Caroline Brown, disse: “Tomámos a decisão de o criar à mão antes do nascimento, pois a mãe não tem tido muito sucesso com outras crias. Até agora esta a responder muito bem. Está a ganhar peso e parece forte. Os Aye ayes, enquanto crias, têm um desenvolvimento bastante lento e necessitam de um regime alimentar intensivo".

O primeiro aye aye nascido em cativeiro também é do Zoo de Bristol, em 2005, uma fêmea chamada Kintana. Uma vez que era uma espécie que se pensava estar extinta, o aye aye é classificado como ameaçado. Os especialistas dizem que podem haver menos de 1000 representantes desta espécie.

Publicado dia 8 de Janeiro de 2008
Notícia original:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/england/bristol/somerset/7177701.stm

Espécie de macaco ameaçada cresce em número

Um macaco Guizhou Golden Snub-nosed come uma abóbora no seu recinto em Fanjing Mountain no sudoeste da China na Província de Guizhou, 6 de Janeiro de 2008.


É um dos três tipos de macacos Golden Snub-nosed, uma espécie protegida, apenas encontrada na China. A população aumentou de 350 para 800 nos últimos 20 anos, mas o número ainda é menor do que o dos Pandas Gigantes.



Publicada dia 8 de Janeiro de 2008
Notícia original:
http://www.china.org.cn/english/environment/238535.htm

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Assistentes de Campo / Voluntariado

Sarah Martin, Estudante doutorada pela ULg (Universite de Liege) em colaboração com Primates Oglan.
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1045

Capuchinhos de Face branca - Costa Rica
Valerie Schoof, Estudante Doutorada, Universidade Tulane
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/938

Cientistas descobrem diferenças culturais entre colónias de chimpanzés

O comportamento cultural socialmente adquirido, que se pensava ser exclusivo da espécie humana foi investigado em colónias de chimpanzés. Esta investigação/descoberta pertence a um grupo de cientistas da Universidade de Liverpool.

Historicamente, os cientistas acreditavam que as diferenças comportamentais entre colónias de chimpanzés eram devido a variações genéticas. No entanto, uma equipa de Liverpool descobriu que as variações de comportamento são estabelecidas por migrações de chimpanzés para outras colónias, provando que estes constroem a sua "cultura" de uma forma semelhante ao Homem.
O primatólogo, Dr. Stephen Lycett, explica: "Sabíamos que haviam diferenças comportamentais entre colónias de chimpanzés, mas ninguém sabia porquê. Considerou-se que os chimpanzés jovens desenvolviam determinadas características comportamentais a partir dos genes transmitidos através dos seus pais, mas não havia nenhuma evidência clara para apoiar tal facto. Foi também porque se pensava que o comportamento era determinado pela biologia, que se tornou evidente que os chimpanzés, não tinham uma "cultura" da mesma forma que os seres humanos.”

Ao analisar a forma como chimpanzés preparam os seus alimentos, a equipa de investigação descobriu que uma colónia utilizava ferramentas de pedra para partir nozes, enquanto outra colónia usava ferramentas de madeira. Eles descobriram estes métodos de preparação de alimentos disseminados por 4.000 km, desde a África Oriental à África Ocidental, durante os mais de 100,000 anos. A equipa também encontrou este facto comprovado em outras técnicas, tais como grooming = “catar”. A investigação sugere que a variabilidade comportamental é devido ao modo de como os chimpanzés socializam, em vez, tal como se pensava anteriormente, da genética.
Para investigar a teoria, os investigadores, construíram uma árvore evolutiva do comportamento do chimpanzé da África Oriental e da África Ocidental, bem como uma árvore genealógica. Tiveram que esperar para encontrar padrões genéticos partilhados com semelhanças comportamentais. Em vez disso, descobriram que alguns chimpanzés partilhavam semelhanças comportamentais com aqueles que eram geneticamente diferentes deles.

O Dr. Lycett, acrescentou: "Isso explica por que razão algumas colónias, por exemplo, usam métodos semelhantes para encontrar comida, adoptando certos comportamentos e adaptam métodos diferentes consoante o seu meio ambiente. Neste sentido, podemos ver pela primeira vez que a cultura existe nos nossos parentes mais próximos.”


Publicado dia 7 de Janeiro de 2008
Notícia original: http://www.physorg.com/news118938340.html

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Conferência Internacional - Comportamento e Individualidade em Primatas e outros Mamíferos



Auditório Agostinho da Silva, Universidade Lusófona, Lisboa, 17-18 Março de 2008

A Conferência Comportamento e Individualidade em Primatas e outros Mamíferos tem lugar no âmbito das actividades comemorativas do 6º aniversário do BioCEL - o Núcleo de Estudantes de Biologia da Universidade Lusófona. Esta conferência, organizada pelo BioCEL e membros do corpo docente do Grupo de Biologia, destina-se tanto a estudantes como profissionais.

A conferência pretende lançar um debate criativo para a investigação futura num tópico que é relativamente jovem - o estudo da variação interindividual no comportamento animal. À medida que vamos conhecendo melhor cada espécie, a individualidade torna-se também mais saliente e acumulam-se os dados que a suportam.

Temos o privilégio de ter como oradores convidados, especialistas que se encontram activamente a desenvolver investigação na área da personalidade e individualidade comportamental de primatas, que nos falarão dos seus métodos, descobertas mais recentes e perspectivas futuras de investigação.

Convidamo-lo a divulgar também o seu trabalho de investigação em tópicos afins a esta conferência, submetendo abstracts para comunicações em poster e apresentações em vídeo

A conferência terá sessões de vídeo/posters e uma exposição e concurso de fotografia. Haverá um prémio para o melhor vídeo (mini-documentário) e para o estudante com o melhor poster

Para mais informações queira ver a página da conferência na internet: http://behavior-individuality.blogspot.com/

Ou contacte-nos para o seguinte e-mail: behav.individuality@ulusofona.pt


BOLETIM DE INSCRIÇÃO EM PORTUGUÊS:
http://h1.ripway.com/biolusofona/fichaBehavIndiv2008Português.pdf

Por favor, agradecemos o seguimento da divulgação da conferência.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Introdução- Ecologia, Investigação & Conservação

Toda a biodiversidade do nosso planeta é muito importante, mas existem claramente determinados grupos de espécies e um pequeno número de ecossistemas particularmente ricos - os trópicos, que merecem especial atenção. Entre esses grupos estão os primatas não humanos - lémures, lóris, gálagos, társios, pequenos e grandes primatas. Estes animais podem ensinar-nos muito sobre a nossa espécie e evolução. Têm tido um papel importante em muitos tipos diferentes de investigação com vista a uma melhor compreensão da nossa saúde, do nosso comportamento, da nossa língua, e da nossa posição única no reino animal.

A investigação em primatas tem um valor intrínseco muito relevante para a investigação sobre a ecologia tropical.
Cerca de 90% de todos os primatas são encontrados nas florestas tropicais, os mais ricos e diversificados ecossistemas terrestres. Os primatas ocupam um papel importante nestes habitats como dispersores de sementes, predadores de sementes, e mesmo polinizadores. O conhecimento da sua importância ecológica nas florestas tropicais aumentou muito nos últimos anos. Infelizmente, as populações selvagens de primatas não humanos estão ameaçadas em todos os 92 países em que ocorrem, com alguns dos problemas mais graves nos países com mais diversidade, entre eles: Brasil, Colômbia, Madagáscar, Indonésia, China e Vietname. Os primatas são ameaçados pela destruição das florestas e de outros habitats naturais, pela caça para consumo e captura para exportação (que diminuiu consideravelmente nos últimos anos).

Quase metade das 250 espécies de primatas são consideradas uma preocupação de conservação pelo Grupo Especialista em Primatas da Comissão de Espécies para a Sobrevivência (SSC) da União Mundial da Conservação (IUCN), e uma em cinco espécies é classificada, ou como ameaçada ou criticamente em perigo, o que significa que, sem programas de protecção e conservação os primatas estariam extintos nas próximas duas décadas. No último século não se registou nenhuma extinção, o que é um excelente registo em comparação com outros grupos de vertebrados.

A fim de evitar a extinção de uma percentagem significativa dos nossos parentes primatas, uma variedade de acções são necessárias, sobretudo para obter mais protecção para os primatas e melhores informações. Ainda há lacunas em questões básicas de taxonomia e distribuição geográfica da maioria das espécies de primatas, e novos táxons continuam a ser determinados através de revisões taxonómicas de espécimes de museus ou pela descoberta no estado selvagem. Os exemplos mais marcantes das novas descobertas ao longo das últimas décadas têm sido em Madagáscar e no Brasil.

Em Madagáscar duas novas espécies distintas, Hapalemur aureus e Propithecus tattersalli, foram descobertas e descritas na segunda metade da década de 80, e uma terceira espécie, Microcebus myoxinus, foi descrita há mais de 100 anos atrás e posteriormente esquecida. Foi "redescoberta" em 1993 e é agora reconhecida como a espécie mais pequena de primatas existente. No Brasil o registo é ainda mais evidente, com cinco novas espécies a serem descobertas e descritas desde 1990 (Callithrix mauesi, C. nigriceps, C. saterei, Leontopithecus caissara, e Cebus kaapori). Para além destas descobertas, em quase todas as expedições obtêm-se novas informações significativas sobre distribuição, ecologia e estado de conservação.

Consequentemente, a investigação em primatas, em muitas das suas formas mais elementares, está ainda nos seus primórdios.

Fonte: Introdução do livro: The Pictoral Guide to the Living Primates.