domingo, 1 de fevereiro de 2009

Chimpanzé

Superfamília Hominoidae; Família Hominidae

Pan troglodytes


Características distintivas:

Os chimpanzés são pretos, mas alguns indivíduos mais idosos apresentam uma coloração preta - acinzentada.
Ambos os géneros possuem uma curta barba branca. As orelhas são salientes. Os jovens têm na cauda um tufo branco e possuem pêlos faciais rosados ou castanhos que escurecem quando à passagem para a idade adulta.


O jovem chimpanzé procura térmitas no tronco. Pode-se notar o tufo branco na cauda.


Características Físicas

cabeça e comprimento do corpo: 816mm

peso: Fêmeas 32-47 kg; Machos 40-60kg.

índice intermembranal*: 103-106.

peso cerebral do adulto: 410,3g. Capacidade Cranial: Machos 400 cu cm; Fêmeas 355 cu cm Comprimento do dente canino: Fêmeas 11,7mm; Machos 15mm Comprimento do pénis 80mm.

Os pesos e o índice intermembranal variam com as subespécies.


Habitat:

Primário e secundário, savanas de floresta seca, pradarias, e florestas húmidas tropicais desde as terras baixas ao habitat montanhoso acima dos 3000m.


Dieta:

Fruta, 45-76%;

Folhas, 12-45%;

Flores, 1-18%;

Sementes, 1-11%;

Presas animais (incluíndo mamíferos, 10 espécies de aves, formigas, térmitas, vespas, e larvas) e galhos, 0-5%.

A dieta varia com a estação do ano. Mais de 250 tipos de fruta fazem parte da alimentação dos chimpanzés. Os mamíferos que fazem parte da dieta dos chimpanzés são outros primatas (12 espécies), gulungos – um antílope africano, potámoquero – porco selvagem de África, cabritos, roedores e procávias. Os chimpanzés usam algumas plantas para o que tem vindo a ser descrito como fins medicinais. Os investigadores conseguiram isolar um agente anti-tumoral de uma destas plantas.


História de Vida:
(me=meses)(d=dias)(a=anos)

Infantil: 60me.
Desmame: 52me.

Juvenil: 60-96me.

Subadulto: 96-132me.

Maturidade Sexual: Fêmeas, 135me ; Machos, 156me.

Ciclo Estral: 36d.

Gestação: 240d.

Idade ao 1º nascimento: 168-180me.

Intervalo entre nascimentos: 60me.

Longevidade: 53a.

Acasalamentos e nascimentos: durante todo o ano. Pico de nascimentos: Outubro – Novembro.


Locomoção:

Quadrúpede, desloca-se sobre os nós dos dedos das mãos e corre; trepador em suspensão; saltador; braquiação limitada; bipedísmo ocasionalmente.

Estrutura Social

Muitos machos para muitas fêmeas, fissão – fusão de comunidades em que um grupo de machos aparentados patrulha o território da comunidade. Emigração: As fêmeas emigram para outras comunidades.

Tamanho do grupo: Fêmeas 7-25, Machos 5-16, mas podem atingir mais de 100 indivíduos.
Extensão do território: 3900-7800ha.
Tamanho do território de dia: 3900m.

Comportamento

Diurno, arbóreo, e terrestre. Os chimpanzés viajam maior parte do tempo no solo mas alimentam-se nas árvores durante o dia.
Tem sido especulado que alguns chimpanzés de diferentes áreas possuem diferentes tradições culturais (protocultura) que são passadas de geração em geração. Exemplos desta protocultura, incluí, caça em grupo do colobo vermelho ocidental (Protocolobus badius) na Costa do Marfim, o comportamento de partir nozes na África Ocidental, a pesca de térmitas na Tanzânia, e o uso de plantas medicinais no Uganda.
A partilha de carne pelos machos é uma estratégia de coligação para recompensar amigos e aliados. Os chimpanzés modificam e usam objectos como ferramentas para a pesca de térmitas, procura de formigas, como esponjas para beber água, como martelos, bigornas e armas. Em 1993, no primeiro caso documentado de um primata não-humano a usar uma ferramenta para capturar um mamífero, foi observado um chimpanzé a capturar, com uma ferramenta modificada, um esquilo num buraco de uma árvore. Na África Ocidental os chimpanzés transportam pedras para junto das árvores de nozes e usam essas pedras para partir as nozes e obter o alimento; demora cerca de 4-5 anos para um chimpanzé juvenil aprender este tipo de comportamento. Foram observados machos de uma comunidade a perseguirem e a matarem membros de outra comunidade, o que foi denominado por guerra. Os machos formam alianças e coligações para determinar a sua posição na hierarquia do grupo. Para intimidar rivais, eles fazem demonstrações de agressividade que inclui arrastar ramos, vocalizações altas, perseguições, e ataques. Foram relatados alguns casos de infanticídios canibalismo. “Allomothering” incluí adopção de chimpanzés órfãos.
Os chimpanzés são caçados pelos humanos para servirem como comida e animais de estimação, e aproximadamente 2000 estão em laboratório de investigação nos Estados Unidos da América.














Nas fotos pode-se observar um chimpanzé usando uma pedra para partir nozes e uma fêmea chimpanzé moldando um galho para usar como ferramenta para extrair térmitas.

Acasalamento: O macho dominante e uma fêmea no cio podem manter afastados outros chimpanzés mas o acasalamento promíscuo é comum. Uma fêmea copular até 50 vezes num só dia com 14 machos diferentes. Para ganhar vantagem sexual, alguns machos oferecem carne à fêmea. Tanto machos como fêmeas têm orgasmos e especificas vocalizações durante a cópula.

Vocalizações: 34 vocalizações graduadas, desde roncos baixos, choros, roçar dos lábios, guinchos e gritos. A vocalização mais notável é a “pant-hoot”, usada em situações de exitação social. Para anunciar a outra comunidade um largo abastecimento de fruta, os machos tocam nos troncos das árvores, podendo ser ouvido a longas distâncias.

O "Panthoot" é uma vocalização usada em diversas circunstancias sociais - à chegada de frutas, quando viajam, como resposta a outras vocalizações "panthoots" e na integração de novos membros.



* é um valor conseguido através da proporção do comprimento dos membros anteriores aos membros posteriores. Esta informação é importante para paleontólogos, que só podem fazer a inferência sobre o comportamento dos animais fósseis que encontram. Todos os primatas estão numa escala de 50 para 150. O índice intermembranar indica o tipo geral de locomoção.

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Fonte bibliográfica e fotografica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.

Outras Fotos:

Chimp using a rock to cracking a nut - Scientific American

Jane Goodall panthoots with a chimpanzee - Michael Neugebauer

Documentários na TV



Segunda, dia 02 de Fevereiro
»00h00 - BBC, A Natureza do Mundo: Titus, O Rei dos Gorilas«
Repetição às 10h00.

Terça, dia 03 de Fevereiro
»19h00 - Primos: Os Grandes Símios«
Repetição dia 04 às 03h00 e às 11h00.



Sábado, dia 07 de Fevereiro
21h00 - A Evolução do Homem

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Novo inquilino no Jardim Zoológico de Lisboa

O gorila Nasibu, de 12 anos, é o novo elemento da grande família do Zoológico de Lisboa, para ajudar a conservar a espécie.


O jovem Gorila-ocidental-das-terras-baixas, veio da Suécia ao abrigo do Programa Europeu de Reprodução da espécie que visa contrariar a extinção destes primatas. A iniciativa insere-se no Ano Internacional do Gorila, proclamado pelas Nações Unidas.

A 11 de Dezembro chegou ao Zoo de Lisboa, para fazer companhia a três gorilas fêmeas: Bak (24 anos), que foi recolhida de um circo espanhol, Ulca (27 anos), que veio do Zoo de Colónia, e Anguka (14 anos), do Zoo de Sidney. A adaptação tem sido feita em fases progressivas, através de contacto visual, exploração do espaço e integração no grupo. O principal objectivo é que Nasibu se torne no macho-dominante, havendo assim possibilidade de reprodução desta espécie, que está cada vez mais ameaçada, estimando-se que apenas existam 200.000 gorilas, sendo que, o seu Estatuto de Conservação é alarmante pois encontram-se em perigo, ou criticamente em perigo, dependendo da espécie.

O equilíbrio da população mundial de Gorilas está ameaçada por diversos factores, como a caça para a alimentação humana - bushmeat -, o comércio de animais vivos (em especial crias), os conflitos armados na sua área de distribuição, a destruição do seu habitat e as doenças como o vírus Ébola e outras transmitidas pelo Homem.


Referências da Notícia e Foto:

Renascença - http://www.rr.pt/Informacao.Aspx?AreaId=11

Núcleo de Estudandes de Biologia da Universidade Lusófona - http://biocel-lusofona.blogspot.com/

O dia a dia no Santuário de Chimpanzés em Tchimpounga


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Documentários na TV


Terça, dia 27 de Janeiro
» 19h00 - Primos: Os Macacos «
Repetição dia 28 às 3h00 e às 11h00.

Sexta, dia 30 de Janeiro
» 18h00 - Coisas de Macacos «
Repetição dia 31 às 3h00 e às 12h00.



Terça, dia 27 de Janeiro
» 07h00 - Babuínos: União entre descendentes «

Sexta, dia 30 de Janeiro
» 05h20 - O Predador e a Presa: Chimpanzés fora de controle «

» 11h10 - Macacos Ladrões: Um novo amanhecer «
Repetição às 14h30 e às 18h40.

» 11h35 - Resgate de Chimpanzés - Episódio 1 «
Repetição às 14h55 e às 19h05.

domingo, 25 de janeiro de 2009

The Jane Goodall Institute - A missão

"What we do" é um vídeo que nos mostra a missão de um dos institutos mais influentes a nível mundial na conservação da vida selvagem.


O instituto, liderado pela Dra. Jane Goodall, leva a cabo uma das missões mais importantes da história da conservação da natureza - evitar a extinção dos nossos parentes mais próximos, os chimpanzés. A preservação desta espécie bandeira tem como objectivo a conservação de muitas outras espécies, não só de primatas, devido aos principais factores que afectam actualmente a extinção das espécies - a desflorestação, a caça ilegal, a poluição, entre outros.




sábado, 24 de janeiro de 2009

Formação de Etologia em Primatas - Fundação Mona


El estudio del comportamiento de los primates es una de las Ciencias fundamentales para la comprensión de la evolución y la génesis de la conducta humana, así como para la conservación de estas especies en libertad y su cuidado en cautividad en unas óptimas condiciones de bienestar. Por ello se está abordando desde un marco cada vez más amplio y diversificado que comprende aspectos de las Ciencias Biológicas, Sociales y Humanas. Desde la Unidad de Investigación del Centro de Recuperación de Primates Fundación Mona ofrecemos una formación intensiva donde los asistentes podrán poner en práctica la teoría y los métodos del etólogo, bajo la tutela de personas especializadas.

Objetivo

El objetivo fundamental del programa de formación consiste en estudiar y conocer la conducta de los primates no humanos, desde una perspectiva teórico-práctica mediante la metodología propia de la Etología.

¿A quién va dirigido?

A todas las personas interesadas en la conducta de los primates. Preferentemente licenciados y estudiantes de Psicología, Biología, Prehistoria, Veterinaria o Antropología que quieran profundizar en los métodos y las técnicas de estudio de la Etoprimatología. Igualmente, también está abierto al público general interesado en realizar una primera toma de contacto con el mundo de la primatología y el comportamiento animal.
Estructura del Programa de Formación

El programa consta de tres cursos independientes (nivel básico, intermedio y avanzado) con una duración de 15 horas cada uno (distribuídos en dos días de formación por nivel: un viernes y un sábado), con un horario de 10:30 a 19:00. Para los interesados en un tipo de formación especializada Fundación Mona ofrece un Curso de Asistente de Campo en Etología de Primates de 6 meses de duración.

Cursos Monográficos

Actualmente se están preparando cursos monográficos sobre diferentes ámbitos de la etología, primatología y evolución humana, que serán impartidos por personas especialistas en cada uno de los ámbitos. Está previsto que se inicien a partir del segundo semestre de 2009.

Calendario del primer semestre de 2009

NIVEL 1 (básico)
MARZO: días 21 y 22ABRIL: días 10 y 11MAYO: días 15 y 16JUNIO: días 12 y 13

NIVEL 2 (intermedio)
ABRIL: días 24 y 25MAYO: días 29 y 30JUNIO: días 26 y 27
NIVEL 3 (avanzado)
Inicio de convocatorias durante el segundo semestre de 2009.

Tarifas
GENERAL: 100€
ESTUDIANTES: 85€
SOCIOS FUNDACIÓN MONA: 75€
PADRINOS FUNDACIÓN MONA: 65€
VOLUNTARIOS Y EX-VOLUNTARIOS MONA: 35€++Precio aplicable a cada uno de los niveles de los cursos de etología de primates.
Plazas
18 plazas por convocatoria** El curso se realizará siempre que se alcance el número mínimo de asistentes previsto++Existe posibilidad de convalidar el curso por créditos de libre elección (consultar universidades)

Programa de asistente de campo en Etología de Primates (Curso de especialización)

Solicitud de plaza y selección de candidaturas: de enero a junio de 2009Inicio de la formación: a partir de julio de 2009.

Personal formador

El curso es impartido por Miquel Llorente Espino, responsable de la Unidad de Investigación y Laboratorio de Etología del Centro de Recuperación de Primates Fundación Mona e Investigador del Institut Català de Paleoecologia Humana i Evolució Social (IPHES).

Información, inscripción y reservas
Correo electrónico: recerca@fundacionmona.org
Telf: (00 34) 972 477 618



Fundación Mona
Centro de Recuperación de PrimatesCarretera de Cassà, 1km17457 - Riudellots de la Selva (Girona)Spain