terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Ferramenta Ancestral


Uma equipa de arqueólogos liderada por Julio Mercader da Universidade de Calgary descobriu a primeira jazida arqueológica de chimpanzés, um agrupamento de pedras em forma de martelo, que eram usadas pelos macacos há 4300 anos, para esmagar/abrir nozes.
Através da análise dos grãos de polén embutidos nas pedras, a equipa foi capaz de identificar cinco espécies de nozes, quatro das quais não são consumidas pelos humanos.
A descoberta mostra que a utilização desta ferramenta não era um comportamento aprendido pelos chimpanzés por observação directa dos agricultores que viviam na zona, como acreditam alguns cépticos. Mercader pensa que os seres humanos e os chimpanzés podem ter herdado a utilização de ferramentas de pedra de uma espécie ancestral de macaco, que viveu acerca de 14 milhões de anos.

Apesar do uso de uma pedra para esmagar uma noz poder parecer uma tarefa simples, Mercader vê as pedras como pistas para um comportamento muito mais complexo. "Há provas claras de que os chimpanzés compreendem que matérias-primas necessitam", diz ele, lembrando que os macacos preferem tipos de pedra duráveis, tais como quartzo ou granito. Saber onde encontrar pedras requer um bom planeamento e memória, na densa selva onde a visibilidade ronda os 40 pés.
O número de comportamentos que são exclusivamente humanos tem vindo a diminuir à medida que os cientistas sabem mais sobre os nossos primos primatas, mas produzir ferramentas de corte ainda parece estar para além da capacidade dos chimpanzés que vivem em estado selvagem.

Publicado dia 16 de Janeiro de 2008

Ofertas de Emprego

Assistants needed for ruffed lemur project in Ranomafana National Park,Madagascar, Stony Brook University

Research Assistants Needed for Gelada Monkey Research in the EthiopianHighlands, Dr. Peter Fashing (Pittsburgh Zoo & Carnegie Mellon University) &Dr. Nga Nguyen (Cleveland Metroparks Zoo & Case Western Reserve University)

UK based Translators, Great Ape Film Initiative

domingo, 27 de janeiro de 2008

Chimpanzés “dependentes de modelos comportamentais”

De acordo com um estudo da Universidade de St. Andrews, os chimpanzés são mais dependentes de “modelos” do que as crianças.


Cientistas do Grupo Escocês de Investigação em Primatas, comparam chimpanzés com 40 crianças de infantários do Condado Escocês de Fife.
Os investigadores descobriram que, tanto os chimpanzés como as crianças podiam aprender por si só com os resultados das suas acções, se a tarefa fosse simples. Contudo, a investigação mostrou que ao longo do tempo os chimpanzés apenas tinham este comportamento se o vissem repetido pelos seus companheiros de grupo.A investigação foi destinada a determinar se uma espécie emula, imita ou exibe uma simples forma de aprendizagem por observação.

PADRÕES COMPORTAMENTAIS

As experiências incluíram chimpanzés a observar um companheiro a actuar num ecrã para obter alimentos.

Drª. Lydia Hopper da Universidade de St Andrews, afirmou: "Isto dá-nos a primeira prova de que os chimpanzés, tal como as crianças, podem aprender com os resultados das acções por si só, se a tarefa for suficientemente simples.”"No entanto, ao contrário das crianças, ao longo do tempo os chimpanzés adaptavam-se ao que observavam, apenas se o mesmo comportamento fosse repetido por um companheiro de grupo."Estes resultados podem ter implicações ao nível da transmissão cultural de padrões comportamentais."

Publicado dia 9 de Janeiro de 2008
Notícia original:
http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/scotland/edinburgh_and_east/7178808.stm

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Ofertas de Emprego

Assistants needed for ruffed lemur project in Ranomafana National Park, Madagascar, Stony Brook University
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1059


Research Assistants Needed for Gelada Monkey Research in the Ethiopian Highlands, Dr. Peter Fashing (Pittsburgh Zoo & Carnegie Mellon University) & Dr. Nga Nguyen (Cleveland Metroparks Zoo & Case Western Reserve University)
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1053


UK based Translators, Great Ape Film Initiative
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1055

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Ofertas de Emprego

Field Manager/Assistants needed for lemur project in Madagascar, New York University
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1050


Primate Keeper, Jungle Island
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1051

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Remédio para Chimpanzés: “Comer lama!”

Longe de ser um comportamento disfuncional, a geofagia evoluiu como uma prática para a manutenção da saúde entre os chimpanzés.

Neste estudo particular, a geofagia é sugerida como prática para aumentar a ingestão de plantas com propriedades anti-malária.
De acordo com Sabrina Krief , e colegas, do Muséum National d'Histoire Naturelle em Paris, a ingestão deliberada de solo, ou 'geofagia', tem importantes benefícios para a saúde dos chimpanzés.

Apesar de a geofagia ser generalizada em todo o reino animal, no ser humano é compreendida como um comportamento estranho, algumas opiniões ligam-na a questões de saúde mental.

O artigo analisa as consequências da ingestão de solo no estado de saúde dos chimpanzés, do Parque Nacional Kibale, no Uganda.

Os chimpanzés foram observados a ingerir solo pouco antes ou após consumir partes de plantas, tais como folhas de Trichilia rubescens, que, em laboratório, se provou terem propriedades anti-malária.

Usando a mesma área de trabalho, a equipa de investigação recolheu catorze amostras de solo que os chimpanzés ingeriam, bem como folhas de árvores jovens de T. rubescens. Seguidamente, os investigadores desenharam um modelo de digestão para replicar o processo digestivo da mastigação, digestão gástrica e intestinal. As propriedades bioactivas das amostras foram então analisadas. O solo e as folhas foram examinados tanto individualmente, como misturados.
As folhas digeridas não mostraram uma actividade significativa anti-malária. No entanto, quando as folhas e o solo foram digeridos em conjunto, a mistura possuía, claramente, propriedades anti-malária.
Os investigadores também compararam a composição de solo ingerido pelos chimpanzés, com o conteúdo de solo utilizado por um curandeiro local para tratar os pacientes com diarreia. Todas as amostras de solo eram ricas em minerais de argila, caulinita, que são a principal componente de alguns medicamentos antidiarreicos. Além disso, as amostras utilizadas por chimpanzés e pelos humanos tinham exactamente o mesmo aspecto exterior, foram recolhidas num lugar semelhante e mostraram um perfil físico e químico equiparáveis, indicando conteúdos semelhantes.

Com base nestas observações, Krief comentou: "Esta sobreposição usada pelos seres humanos e chimpanzés é interessante, tanto evolutiva como na perspectiva de conservação – salvar os primatas e as suas florestas também é importante para a saúde humana".
Krief e colegas afirmaram que a procura deste suplemento mineral, o comportamento induzido por stress e a procura dos efeitos antidiarreicos da argila, foram as razões pelas quais a geofagia, nos chimpanzés, foi observada durante o período do estudo. Eles propõem que a geofagia tem propensão para ampliar as propriedades farmacológicas das plantas e este é o principal motivo que leva os chimpanzés a ingerir solo.

Assim, concluem que a geofagia é uma prática para a manutenção da saúde nos chimpanzés, que pode explicar a razão da persistência deste grupo ao longo da evolução.

Journal reference: Krief S, Klein N & Fröhlich F (2008). Geophagy: soil consumption enhances the bioactivities of plants eaten by chimpanzees. Naturwissenschaften (DOI 10.1007/s00114-007-0333

Publicado dia 11 de Janeiro de 2008


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

II Encontro ZOO DE LAGOS – TIVOLI LAGOS

SÁBADO, 9 DE FEVEREIRO DE 2008

Este evento destina-se a Angariação de fundos para a conclusão de uma instalação para chimpanzés

Local – Sala Lacóbriga do TIVOLI LAGOS

Jantar com Noite de Fados
€ 35 por pessoa

FADISTAS
Teresa Tapadas
Raquel Peters
Jorge Duarte
Maria da Saudade

MÚSICOS
Guitarra Portuguesa – Vítor do Carmo
Viola – José Santana
Baixo – Duarte Costa


PROGRAMA

19.30 – Breve apresentação do Zoo de Lagos como espaço de lazer e o seu trabalho na Educação e Conservação da vida selvagem. Director do Zoo de Lagos -Paulo Figueiras
19.45 – Estatuto dos chimpanzés ( Pan troglodytes ) “ in situ “ e principais ameaças. A problemática do tráfico e suas consequências. Drª Susana Costa – APP ( Associação Portuguesa de Primatologia )
20.15 – Início do Jantar
21.00 – Início da Noite de Fados

CONVIDADOS ESPECIAIS – Maria João Abreu ; Cristina Mholler e Paulo Sousa