O investigador Ricardo-da-Costa recebeu recentemente o prémio de investigação do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) por um trabalho que revela que os macacos têm mecanismos cerebrais semelhantes aos que permitem a linguagem nos seres humanos.quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Investigador Português que admite uma pré-linguagem nos macacos recebe prémio ISPA
O investigador Ricardo-da-Costa recebeu recentemente o prémio de investigação do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) por um trabalho que revela que os macacos têm mecanismos cerebrais semelhantes aos que permitem a linguagem nos seres humanos.O estudo “Toward an evolutionary perspective on conceptual representation: Species-specific calls activate visual and affective processing systems in the macaque”, de Ricardo Gil-da-Costa, investigador do Salk Institute for Biological Studies, na Califórnia, nos Estados Unidos da América, e do Instituto Gulbenkian da Ciência, foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.
O trabalho agora distinguido com o Prémio ISPA de Investigação em Psicologia e Ciências do Comportamento, que relaciona as disciplinas da psicologia e da neurobiologia, dedicou-se à análise das bases evolutivas do sistema de representação conceptual, ou seja, “as bases fisiológicas onde representamos mentalmente todos os conceitos que podemos imaginar, desde objectos, animais a interacções sociais, por exemplo”. Para saber como estão estruturadas as várias áreas cerebrais, os investigadores usaram métodos de imagiologia cerebral funcional, técnica que permite saber quais as áreas do cérebro que estão a processar determinada tarefa quando esta é exercida por um indivíduo, como ver, ouvir e memorizar, por exemplo. Esta técnica foi adaptada ao estudo de reacções do macaco rhesus, que tem um repertório de 10 a 12 vocalizações diferentes, associadas a diferentes eventos importantes e com um significado para estes macacos, que pode servir para estabelecer hierarquias, assinalar comida e avisar a presença de predadores.
Os investigadores obtiveram os mesmos resultados em macacos e em humanos.
“O que parece estar a acontecer é que, tal como em humanos, os macacos representam os conceitos de uma forma multimodal e distribuída e que representam o conceito de imagem como nós temos”, explicou o investigador à Agência Lusa.
O Prémio ISPA de Investigação em Psicologia Aplicada e Ciências do Comportamento distingue anualmente, desde 2003, com 2.500 euros o trabalho de um jovem investigador português, publicado nos três últimos anos numa revista internacional científica em Psicologia e áreas afins.
Fonte: Dica da Semana, 24 de Janeiro de 2008
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Ferramenta Ancestral
Uma equipa de arqueólogos liderada por Julio Mercader da Universidade de Calgary descobriu a primeira jazida arqueológica de chimpanzés, um agrupamento de pedras em forma de martelo, que eram usadas pelos macacos há 4300 anos, para esmagar/abrir nozes.
Através da análise dos grãos de polén embutidos nas pedras, a equipa foi capaz de identificar cinco espécies de nozes, quatro das quais não são consumidas pelos humanos.
A descoberta mostra que a utilização desta ferramenta não era um comportamento aprendido pelos chimpanzés por observação directa dos agricultores que viviam na zona, como acreditam alguns cépticos. Mercader pensa que os seres humanos e os chimpanzés podem ter herdado a utilização de ferramentas de pedra de uma espécie ancestral de macaco, que viveu acerca de 14 milhões de anos.
Apesar do uso de uma pedra para esmagar uma noz poder parecer uma tarefa simples, Mercader vê as pedras como pistas para um comportamento muito mais complexo. "Há provas claras de que os chimpanzés compreendem que matérias-primas necessitam", diz ele, lembrando que os macacos preferem tipos de pedra duráveis, tais como quartzo ou granito. Saber onde encontrar pedras requer um bom planeamento e memória, na densa selva onde a visibilidade ronda os 40 pés.
O número de comportamentos que são exclusivamente humanos tem vindo a diminuir à medida que os cientistas sabem mais sobre os nossos primos primatas, mas produzir ferramentas de corte ainda parece estar para além da capacidade dos chimpanzés que vivem em estado selvagem.
Publicado dia 16 de Janeiro de 2008
Publicado dia 16 de Janeiro de 2008
Noticia original: http://www.archaeology.org/0801/topten/chimpanzee.html
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Ofertas de Emprego
Assistants needed for ruffed lemur project in Ranomafana National Park,Madagascar, Stony Brook University
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1059
Research Assistants Needed for Gelada Monkey Research in the EthiopianHighlands, Dr. Peter Fashing (Pittsburgh Zoo & Carnegie Mellon University) &Dr. Nga Nguyen (Cleveland Metroparks Zoo & Case Western Reserve University)
Todas as informações em:http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1053
UK based Translators, Great Ape Film Initiative
Todas as informações em:http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1055
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domingo, 27 de janeiro de 2008
Chimpanzés “dependentes de modelos comportamentais”
De acordo com um estudo da Universidade de St. Andrews, os chimpanzés são mais dependentes de “modelos” do que as crianças.
Cientistas do Grupo Escocês de Investigação em Primatas, comparam chimpanzés com 40 crianças de infantários do Condado Escocês de Fife.
Os investigadores descobriram que, tanto os chimpanzés como as crianças podiam aprender por si só com os resultados das suas acções, se a tarefa fosse simples. Contudo, a investigação mostrou que ao longo do tempo os chimpanzés apenas tinham este comportamento se o vissem repetido pelos seus companheiros de grupo.A investigação foi destinada a determinar se uma espécie emula, imita ou exibe uma simples forma de aprendizagem por observação.
PADRÕES COMPORTAMENTAIS
As experiências incluíram chimpanzés a observar um companheiro a actuar num ecrã para obter alimentos.
Drª. Lydia Hopper da Universidade de St Andrews, afirmou: "Isto dá-nos a primeira prova de que os chimpanzés, tal como as crianças, podem aprender com os resultados das acções por si só, se a tarefa for suficientemente simples.”"No entanto, ao contrário das crianças, ao longo do tempo os chimpanzés adaptavam-se ao que observavam, apenas se o mesmo comportamento fosse repetido por um companheiro de grupo."Estes resultados podem ter implicações ao nível da transmissão cultural de padrões comportamentais."
Publicado dia 9 de Janeiro de 2008
Notícia original: http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/scotland/edinburgh_and_east/7178808.stm
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Ofertas de Emprego
Assistants needed for ruffed lemur project in Ranomafana National Park, Madagascar, Stony Brook University
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1059
Research Assistants Needed for Gelada Monkey Research in the Ethiopian Highlands, Dr. Peter Fashing (Pittsburgh Zoo & Carnegie Mellon University) & Dr. Nga Nguyen (Cleveland Metroparks Zoo & Case Western Reserve University)
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1053
UK based Translators, Great Ape Film Initiative
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1055
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1059
Research Assistants Needed for Gelada Monkey Research in the Ethiopian Highlands, Dr. Peter Fashing (Pittsburgh Zoo & Carnegie Mellon University) & Dr. Nga Nguyen (Cleveland Metroparks Zoo & Case Western Reserve University)
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1053
UK based Translators, Great Ape Film Initiative
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1055
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Ofertas de Emprego
Field Manager/Assistants needed for lemur project in Madagascar, New York University
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1050
Primate Keeper, Jungle Island
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1051
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Remédio para Chimpanzés: “Comer lama!”
Longe de ser um comportamento disfuncional, a geofagia evoluiu como uma prática para a manutenção da saúde entre os chimpanzés.
Neste estudo particular, a geofagia é sugerida como prática para aumentar a ingestão de plantas com propriedades anti-malária.
De acordo com Sabrina Krief , e colegas, do Muséum National d'Histoire Naturelle em Paris, a ingestão deliberada de solo, ou 'geofagia', tem importantes benefícios para a saúde dos chimpanzés.
De acordo com Sabrina Krief , e colegas, do Muséum National d'Histoire Naturelle em Paris, a ingestão deliberada de solo, ou 'geofagia', tem importantes benefícios para a saúde dos chimpanzés.
Apesar de a geofagia ser generalizada em todo o reino animal, no ser humano é compreendida como um comportamento estranho, algumas opiniões ligam-na a questões de saúde mental.
O artigo analisa as consequências da ingestão de solo no estado de saúde dos chimpanzés, do Parque Nacional Kibale, no Uganda.
O artigo analisa as consequências da ingestão de solo no estado de saúde dos chimpanzés, do Parque Nacional Kibale, no Uganda.
Os chimpanzés foram observados a ingerir solo pouco antes ou após consumir partes de plantas, tais como folhas de Trichilia rubescens, que, em laboratório, se provou terem propriedades anti-malária.
Usando a mesma área de trabalho, a equipa de investigação recolheu catorze amostras de solo que os chimpanzés ingeriam, bem como folhas de árvores jovens de T. rubescens. Seguidamente, os investigadores desenharam um modelo de digestão para replicar o processo digestivo da mastigação, digestão gástrica e intestinal. As propriedades bioactivas das amostras foram então analisadas. O solo e as folhas foram examinados tanto individualmente, como misturados.
As folhas digeridas não mostraram uma actividade significativa anti-malária. No entanto, quando as folhas e o solo foram digeridos em conjunto, a mistura possuía, claramente, propriedades anti-malária.
Os investigadores também compararam a composição de solo ingerido pelos chimpanzés, com o conteúdo de solo utilizado por um curandeiro local para tratar os pacientes com diarreia. Todas as amostras de solo eram ricas em minerais de argila, caulinita, que são a principal componente de alguns medicamentos antidiarreicos. Além disso, as amostras utilizadas por chimpanzés e pelos humanos tinham exactamente o mesmo aspecto exterior, foram recolhidas num lugar semelhante e mostraram um perfil físico e químico equiparáveis, indicando conteúdos semelhantes.
As folhas digeridas não mostraram uma actividade significativa anti-malária. No entanto, quando as folhas e o solo foram digeridos em conjunto, a mistura possuía, claramente, propriedades anti-malária.
Os investigadores também compararam a composição de solo ingerido pelos chimpanzés, com o conteúdo de solo utilizado por um curandeiro local para tratar os pacientes com diarreia. Todas as amostras de solo eram ricas em minerais de argila, caulinita, que são a principal componente de alguns medicamentos antidiarreicos. Além disso, as amostras utilizadas por chimpanzés e pelos humanos tinham exactamente o mesmo aspecto exterior, foram recolhidas num lugar semelhante e mostraram um perfil físico e químico equiparáveis, indicando conteúdos semelhantes.
Com base nestas observações, Krief comentou: "Esta sobreposição usada pelos seres humanos e chimpanzés é interessante, tanto evolutiva como na perspectiva de conservação – salvar os primatas e as suas florestas também é importante para a saúde humana".
Krief e colegas afirmaram que a procura deste suplemento mineral, o comportamento induzido por stress e a procura dos efeitos antidiarreicos da argila, foram as razões pelas quais a geofagia, nos chimpanzés, foi observada durante o período do estudo. Eles propõem que a geofagia tem propensão para ampliar as propriedades farmacológicas das plantas e este é o principal motivo que leva os chimpanzés a ingerir solo.
Krief e colegas afirmaram que a procura deste suplemento mineral, o comportamento induzido por stress e a procura dos efeitos antidiarreicos da argila, foram as razões pelas quais a geofagia, nos chimpanzés, foi observada durante o período do estudo. Eles propõem que a geofagia tem propensão para ampliar as propriedades farmacológicas das plantas e este é o principal motivo que leva os chimpanzés a ingerir solo.
Assim, concluem que a geofagia é uma prática para a manutenção da saúde nos chimpanzés, que pode explicar a razão da persistência deste grupo ao longo da evolução.
Journal reference: Krief S, Klein N & Fröhlich F (2008). Geophagy: soil consumption enhances the bioactivities of plants eaten by chimpanzees. Naturwissenschaften (DOI 10.1007/s00114-007-0333
Publicado dia 11 de Janeiro de 2008
Notícia original: http://www.sciencedaily.com/releases/2008/01/080109094344.htm
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