quinta-feira, 15 de maio de 2008

Gorilas em Zona de Guerra

O Parque Nacional de Kahuzi-Biega albergou em termpos cerca de oito mil gorilas-da-planície-oriental, a maior concentração destes raros primatas. A guerra civil da República Democrática do Congo, iniciada em 1998, apanhou num fogo cruzado os gorilas e os guardas do parque que os protegiam. A caça furtiva pela carne e por dinheiro, combinada com a fragmentação do habitat, reduziu 70% da população total de gorilas-da-planície-oriental. Alguns guardas foram feridos, raptados e assassinados, e até as suas famílias foram alvo de facções armadas que continuam a percorrer a região quatro anos após o fim oficial da guerra. Por fim, os combates diminuíram e os guardas começaram a fazer um levantamento mais concreto dos gorilas sobreviventes.

Um raro gorila-da-planície-oriental na Leste do Congo


As notícias procedentes do parque são animadoras: o mais recente censo encontrou 170 gorilas, mais do que os 130 identificados em 2000. Os guardas começaram também a aventurar-se pelas zonas mais baixas do parque para tentar contar o que deve ser o maior grupo de sobreviventes. Continua a ser um trabalho perigoso, diz Carlos Schuler-Deschryver, investigador ao serviço de uma organização alemã que ajuda a financiar o parque. "Todos os dias há ataques contra guardas." - Karen E. Lange

Fonte das imagem: http://veja.abril.com.br/180899/imagens/internacional1.gif ; http://ngenespanol.com/wp-content/uploads/2007/10/dic06vidasalvajeart.thumbnail.jpg


in National Geographic Portugal, Maio 2008

terça-feira, 13 de maio de 2008

A Compreensão da Evolução dos Primatas pode ajudar na Investigação em HIV

A evolução encaixa-se e começa quando as espécies são moldadas através de mutações genéticas aleatórias que as podem ajudar a sobreviver ou mesmo acelerar a sua extinção. Mas apesar de as mutações ocorrerem por mudanças, o processo pode criar surpreendentemente resultados semelhantes. Uma nova investigação providenciou um exemplo em que a evolução não resultou apenas em dados similares – repetindo-se duplamente no mesmo caminho. Cientistas da Universidade de Rockfeller e do Centro de Investigação de AIDS Aaron Diamond, demonstraram que a mesma mutação ocorreu duas vezes, em duas espécies de macacos que vivem em lados opostos do planeta. E enquanto a mutação evoluiu independentemente em cada caso, em ambas as espécies tem um papel distinto em como os animais afastam a doença.

Alguns anos atrás, os investigadores descobriram um gene chamado TRIM5 que permite à maioria dos primatas inibir o vírus imunodeficiente humano e outros retrovírus, que usam a transcriptase reversa para se inserirem no genoma dos hospedeiros. É de sublinhar que o TRIM5 existe em todos os primatas, incluindo humanos, e este está envolvido numa rápida evolução com os retrovírus: cada espécie possui um TRIM5 específico que evoluiu para “desviar” os retrovírus, e cada retrovírus sofreu mutações para invadir hospedeiros específicos. Uma alteração particular foi a inserção de uma proteína chamada ciclofilina no gene TRIM5 dos macacos–coruja criando a proteína híbrida TRIMcyp, que possui a capacidade de bloquear o vírus HIV. Recentemente, um estudo publicado online pela Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que nos macacos-cauda-de-porco a mesma proteína inserida no mesmo local do genoma tem o resultado oposto – curiosamente estes macacos são vulneráveis ao vírus.

Paul Bieniasz, descobriu a susceptibilidade de diferentes espécies de macacos através da análise de celulas e da consequente reacção ao vírus HIV e outros retrovírus. A diferença destas duas espécies em destaque foi surpreendente!

Primeiro, eles determinaram que as células dos macacos-cauda-de-porco conseguem combater outros retrovírus, como os dos símios e felinos. Depois, Bieniasz e Hatziioannou adicionaram ciclosporina, uma droga que interage com a ciclofilina, à equação e observaram para ver se as células dos cauda-de-porco eram afectadas nas interacções virais. Esta droga é conhecida por superar a capacidade da TRIMcyp dos macacos-coruja no combate contra os vírus. Seguramente, a cicloporina afectou a capacidade da ciclofilina para combater os retrovírus dos símios e felinos. “Isto sugere que nestes macacos existe, provavelmente, uma proteína como a TRIMcyp dos macacos-coruja,” diz Hatziiannou.

Os investigadores isolaram o gene TRIM5 dos macacos-cauda-de-porco e descobriram que, como nos macacos-coruja, os cauda-de-porco têm também a ciclofilina inserida no gene TRIM5, embora tenha sido descoberto numa localização ligeiramente diferente. Não apenas isso, mas constataram que existe um aminoácido modificado na ciclofilina dos cauda-de-porco, uma pequena alteração que dita se os macacos conseguem inibir ou não o HIV.

O que surpreendeu ainda mais os investigadores é que o TRIMcyp está presente em espécies de macacos que evoluíram em diferentes continentes. Os macacos-cauda-de-porco vivem principalmente no Sudeste Asiático e os macacos-coruja só existem na América Central e do Sul. “Isto indica que ocorreu um evento evolucionário improvável, não uma mas duas vezes, em duas espécies de primatas separadas por cerca de 35 milhões de anos,” diz Bieniasz. “Este é um exemplo notável de evolução convergente, sublinhando a grande pressão selectiva que pode ser aplicada pelos retrovírus.” Não só isso, mas a sua constatação tem potencial para orientar os investigadores em direcção a um modelo animal efectivo de infecção por HIV – algo que a área actualmente carece.

Publicada dia 27 de Fevereiro de 2008

domingo, 11 de maio de 2008


terça-feira, 6 de maio de 2008

Macaco Capuchinho Castanho

Super-família Ceboidea; Família Cebidea; Sub-família Cebinae
Cebus apella

Características Distintivas:
No topo da cabeça desta espécie pode-se observar, na maioria das vezes, dois tufos de cabelo preto. Os ombros apresentam uma coloração mais clara que o resto do corpo, variando de castanho claro a castanho escuro. O padrão da cor da face varia com as várias subespécies. As mãos e os pés são pretas. A cauda preênsil(1) é escura na ponta.


Características Físicas:
comprimento da cabeça e do corpo: 350-488mm
comprimento da cauda:
375-488mm
peso: Fêmeas (1370-3400g); Machos (1300-4800g)
índice intermembranal*: 82
peso cerebral do adulto: 71g


Habitat:
Floresta húmida primária e secundária até às terras baixas junto aos rios, habitando àreas até aos 2700m.

Dieta:

Fruta, 66%; Sementes, 25%; Medula de plantas, 7%; Néctar, 1%; Presas animais, incluíndo insectos, pássaros, ovos, répteis, morcegos e mamíferos com um peso máximo de 900g. Estes capuchinhos comem 96 espécies de frutos. A medula da palmeira Scheelea é um alimento chave durante a estação seca, quando a fruta escasseia.


História de Vida:
(me=meses)
(d=dias)
(a=anos)

Infantil: 6me. Desmame: 12me. Juvenil: 6-24me. Sub-adulto: 24-42me. Maturação sexual: fêmeas - 84me, machos - 56me. Ciclo menstrual: 18d. Gestação: 149-158d. Idade das fêmeas no 1º nascimento: 42me. Intervalo entre nascimentos: 22me. Longevidade: 40a. Os nascimentos ocorrem de Outubro a Janeiro. Prole: 1.


Locomoção:
Quadrúpede, saltando 3-4m.


Estrutura Social:
Grupos com igual número de machos e fêmeas. Um macho dominante em relação a todos os outros. Os machos jovens podem formar sub-grupos.

Tamanho do grupo: 8-14 indivíduos. Extensão do território: 25-40ha, até 355ha. Distância média percorrida por dia: 2000m.

Comportamento:

Diurno e arbóreo.

Estes capuchinhos são muito inteligentes e curiosos. Tem sido hipotetizado que a intelegência das espécies esta associada à forma como estas procuram alimento. A procura de alimentos difíceis de encontrar que estão disponíveis por um curto período de tempo, como os insectos, e frutas, requere um cerebro maior e alimentos mais energéticos para o manter. Estes animais apresentam um comportamento de submissão através de exibição genital e das sobrancelhas levantadas. O macho alpha responde aos predadores aéreos emitindo vocalizações altas e permanece visível enquanto o resto do grupo foge. Quando dois grupos se encontram numa arvore com alimento, os machos dominantes lideram o ataque; existindo pouca agressão entre os elementos dos grupos. O macho dominante defende os juvenis que provavelmente são a sua prole mas é agressivo para aqueles que nasceram antes da sua titularização como macho dominante do grupo. Os capuchinhos caçam e capturam rãs que vivem nos caules dos bambos e os caçadores raramente partilham a sua presa com infantis ou outros elementos do grupo. É comum o cuidado dos infantis por outros elementos do grupo que não os seus progenitores. Os Capuchinhos não se reconhecem ao espelho. Estes macacos têm sido treinados para executar tarefas com os quatro membros.

Associação: Os capuchinhos castanhos associam-se com capuchinhos de face frontal branca (C. albifrons) compartilhando o recurso da alimentação de frutas durante a estação seca. Associam-se com os Saquis barbudos de nariz branco (Chiropotes albinasus), ocasionalmente com os Saquis brancos (Pithecia albicans), e já foram reportadas associações com os Uacaris de cabeça preta (Cacajao melanocephalus). É comum os capuchinhos castanhos serem seguidos por grupos de macacos esquilo comum (Saimiri sciureus).

Acasalamento: Durante os primeiros dois-terços do ciclo menstrual as fêmeas seguem constantemente o macho alpha, solicitando-o usando diferentes chamamentos, expressões faciais e posições. O macho copula uma vez por dia. Nos últimos dois dias do ciclo, o macho dominante "guarda" a fêmea dos machos subordinados.

Quando esta fase de "guarda" termina, a fêmea copula muito rapidamente com outros machos do grupo.

Marcação por odor: Cada indivíduo mantém uma identidade olfactiva através da urina e do pêlo, deixada nas palmeiras. Assim as fêmeas podem detectar os machos que atingiram a maturidade sexual para acasalar. Os machos não monitorizam as fêmeas.

Vocalizações: As chamadas de alarme são comuns quando são avistados grandes predadores. Na Guiana Francesa, a águia harpia preda o macaco capuchinho, é a sua segunda presa mais comum.

Sítio para dormir: As palmeiras são as suas favoritas.


*é um valor conseguido através da proporção do comprimento dos membros anteriores aos membros posteriores. Esta informação é importante para paleontólogos, que só podem fazer a inferência sobre o comportamento dos animais fósseis que encontram. Todos os primatas estão numa escala de 50 para 150. O índice intermembranar indica o tipo geral de locomoção.

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Fotos: De cima para baixo » Subespécies de Capuchinhos Castanhos: Em cima à esquerda: C. a. apella; à direita: C. a. nigritus; ao centro: C. a. libidinosus; em baixo: C. a. xanthosternos, proposta como subespécies válida em 1995, está em perigo crítico de extinção. Mais em baixo e última foto: um macaco capuchinho castanho procura insectos num tronco morto.

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Glossário
(1) Preênsil - toda a estrutura, como cauda, dedos, artículações, língua, etc, capaz de agarrar alguma coisa.

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Fonte bibliográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.Fonte bibliográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.

#2

Ofertas de Emprego - Maio 2008

Field Assistant/Volunteer, Stony Brook University Doctoral Student
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1196
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Research technician, University of Chicago
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1192
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Research Technician, HHMI/Stanford University
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1194
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Chimpanzee Volunteer, Stichting Aap Chimpanzee Department
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1195
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Special Collections Librarian, WI National Primate Research Center
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1197
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Animal Behaviourist, 26 hours a week, AAP sanctuary for exotic animals
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1198
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Research Specialist - Assay Services, WI National Primate Research Center
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1199
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Veterinary Technician, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1200
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Study Coordinator, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1201
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Primate Caregiver, Wildlife Care Center of Belize
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1202
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Two Baboon field Assistants required, Louise de Raad, PhD student, Durham University in collaboration with Lajuma Research Centre in South Africa
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1203
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Environmental Enrichment Associate I, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1204
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Laboratory Technician, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1205
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Institute for the Conservation of Tropical Environments Study Abroad in Madagascar, Stony Brook University
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/271
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Research Assistant, Khao Yai Gibbon Project, Deutsches Primatenzentrum (DPZ), Leibniz-Institute for Primate Research
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1206
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Primate Research Lab Technician, The University of Chicago
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1207
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Darwin 200th monitoring and communicating biodiversity, Limbe wildlife centre
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1208
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Clinical Veterinarian, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1210
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Veterinary Technician, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1211
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Volunteer - Sanaga-Yong Chimpanzee Rescue Center, In Defense of Animals-Africa
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1212
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Baboon Behaviour and Physiology Field Assistant, George Washington University
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1213

Documentários na TV


Quarta, dia 7 de Maio
» 07:00 - Vida Selvagem Com Hayden Turner: Macacos «
Repetição às 12:50.


Sexta, dia 9 de Maio
»22:35 - Resgate De Chimpanzés 1 «


Sábado, dia 10 de Maio
» 13:40 - O Símio Humano «


Domingo, dia 11 de Maio
» 05:20 - A Ilha dos Macacos «

» 20:00 - A Genialidade Dos Símios «




Terça, dia 6 de Maio
» 20:00 - A Genialidade Dos Símios «
Repetição dia 7 às 09:00 e às 14:00.


Quarta, dia 7 de Maio
» 21:00 - 3 D Odisseia: Macacos Urbanos Da Índia «
Repetição dia 8 às 09:00 e às 14:00.



Sábado, dia 10 de Maio
» 12:00 - Nosso Mundo: Wild Indonesia «