segunda-feira, 9 de junho de 2008

Benção para os Bonobos

De tamanho semelhante a um chimpanzé, um bonobo estica-se para comer nas copas das árvores.

Na família dos grandes símios, os bonobos são os elementos mais insolentes e despreocupados. Não se agridem entre si, nem fazem exibições de dominação. São sexualmente muito activos e nada conflituosos. Nas suas sociedades dominadas pelas fêmeas, os indivíduos copulam para resolver conflitos. Os bonobos também praticam sexo em grupo para aliviar as tensões num novo local de alimentação. Para ajudar a salvar este primata singular e ameaçado, que só se encontra nas florestas tropicais da República Democrática do Congo, o governo do país e a Iniciativa para a Conservação dos Bonobos, sediada nos EUA, estão a criar um vasto santuário. A Reserva Natural de Sankuru, com 30.570 quilómetros quadrados, aloja provavelmente vários milhares de bonobos de uma população estimada em 50 mil animais. Os valores não são exactos, pois uma década de guerra civil mateve os investigadores longe da região. Para fazer a reserva funcionar, as comunidades locais comprometeram-se a deixar de matar bonobos por causa da sua carne (a maior ameaça) em troca de apoio ao desenvolvimento. Sankuru é a primeira parte de uma rede planeada de reservas que se denominará Floresta da Paz dos Bonobos - Tom O'Neill



Fotografia: Takeshi Furuichi, Universidade de Quioto. Mapas NGM. Fonte: Iniciativa para a Conservação dos Bonobos.

in National Geographic Portugal, Junho 2008

domingo, 8 de junho de 2008

Documentários na TV


Terça, dia 10 de Junho
» 05:19 - O Predador E A Presa: Chimpanzés Fora De Controle «
Repetição às 16:09 e às 20:04.


Quarta, dia 11 de Junho
» 08:39 - A Reabilitação Dos Chimpanzés «
Repetição às 13:39, 16:59 e dia 12 às 01:09.


Quinta, dia 12 de Junho
» 09:29 - O Lado Sombrio Dos Chimpanzés «
Repetição às 17:49, dia 13 às 02:09.

terça-feira, 27 de maio de 2008


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Macaco-Coruja-de-Pescoço-Cinzento-do-Norte

Super-família Ceboidea; Família Cebidae; Sub-família Aotinae

Aotus trivirgatus


Características distintivas:
Esta espécie possui um pescoço cinzento, a zona ventral é de cor amarelo-pálido, possui marcas brancas e pretas à volta dos olhos e uma cauda cinzenta não-preênsil. A zona posterior do corpo do macaco apresenta uma variação de cor, de cuti a castanho.


Características Físicascabeça e comprimento do corpo: Fêmeas - 341mm (300-350); Machos – 346mm (296-420) comprimento da cauda: Fêmeas – 373mm (290-440); Machos – 354mm (250-430). peso: Fêmeas – 920g; Machos – 950g. índice intermembranal**: 74. peso cerebral do adulto: 18.2g.


Habitat:
Primário e secundário, desde a floresta tropical até à floresta seca.

Dieta:
Fruta, flores, folhas, insectos.


História de Vida:
(me=meses)
(d=dias)
(a=anos)

Gestação: 120d. Intervalo entre nascimentos: 5.53-13.97me. Longevidade: 20a. Prole: 1 indivíduo na primavera.


Locomoção:
Quadrúpede.


Estrutura Social:
Monogâmicos – 1macho para 1 fêmea em grupos com outras famílias. Tamanho do grupo: 2-5. Extensão do território: 10ha. Distância percorrida por noite: NA*.


Comportamento:
Nocturno e Arbóreo. Os macacos-coruja são activos na metade superior das florestas mas preferem habitats com videiras. Nesta espécie verifica-se a monogamia, o que é raro observar em mamíferos. Estas espécies são susceptíveis à malária e têm sido utilizadas em laboratório para estudar os vírus da malária e do herpes. Os macacos nocturnos deste género, Aotus, têm os maiores olhos em comparação com outro primata da América do Sul. Os olhos destas espécies estão adaptados à visão nocturna.
Marcas odoríferas: usam as secreções de urina e glandulares mais para a comunicação inter-grupo do que para a comunicação sexual.
Vocalizações: 6. o chamamento de alarme é um click metálico suave com grunhidos suaves. Nas noites de lua estes macacos emitem pios de 2-4 sílabas semelhantes aos das corujas – daí o seu nome comum.
Local para pernoitar: emaranhados dos troncos das videiras e buracos das árvores.

* não atribuído.
** é um valor conseguido através da proporção do comprimento dos membros anteriores aos membros posteriores. Esta informação é importante para paleontólogos, que só podem fazer a inferência sobre o comportamento dos animais fósseis que encontram. Todos os primatas estão numa escala de 50 para 150. O índice intermembranar indica o tipo geral de locomoção.

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Fotos: Em cima - Macacos-Coruja da sub-espécie Aotus griseimembra; em baixo - Macaco-Coruja-de-pescoço-Cinzento-do-Norte (Aotus trivirgatus).

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Fonte bibliográfica e fotográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.Fonte bibliográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.

#3

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Documentários na TV


Quinta, dia 22 de Maio
» 05:20 - O Predador E A Presa: Babuínos «
Repetição às 16:10.




Quarta, dia 21 de Maio
» 18:00 - África Extrema: Gorilas De Udzungwa «
Repetição dia 22 às 02:00 e às 10:00.


Sábado, dia 24 de Maio
» 05:00 - Convivendo Com Crias: Gorila «
Repetição às 13:00.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Os Chimpanzés Conseguem Falar?

Os seres humanos podem ser os grandes comunicadores do mundo natural mas dificilmente somos ou seremos os únicos!
A grande maioria dos animais comunica através de sinais sexuais e agonísticos. As flores cortejam abelhas através de odores e cores, enquanto as bactérias podem decidir quando são suficientes no nosso organismo e começarem a pôr-nos doentes. Olhar para estes sistemas de comunicação simples fornece aos cientistas algumas pistas de como a nossa própria linguagem evoluiu. Não é de estranhar que os cientistas tenham focado o seu estudo nos nossos parentes mais próximos, os chimpanzés. Os primatologistas passaram anos a observá-los, em florestas africanas e em jardins zoológicos. E com isto viram e ouviram bastante. Os chimpanzés vaiam, gritam gritos de apoio, agitam ramos, batem palmas e tocam tambor nas árvores.

Durante algum tempo, os primatologistas prestaram mais atenção à expressão gestual dos chimpanzés do que à sua expressão facial. Os sons emitidos por chimpanzés pareceram conter um pouco mais do que respostas emocionais sem muito significado ou intenção. Mas os cientistas foram surpreendidos pela riqueza do vocabulário gestual utilizado pelos chimpanzés. Especialmente provocante, foi o facto de os chimpanzés usarem certos gestos só em certas situações – por exemplo, na tentativa de adquirir a atenção de outro chimpanzé, ou para brincar, ou o início de uma luta. O facto de os gestos não surgirem ao acaso indica que estes possuem algum significado.

Esta pesquisa ajudou a apoiar a teoria que a linguagem humana tem as suas raízes não no discurso, mas nos gestos. Os cientistas que favorecem esta teoria apontam para o facto de que os macacos têm neurónios especiais que traçam o movimento das mãos. Estes, chamados "neurónios espelho" podem ter dado aos macacos a capacidade mental necessária para reconhecer diferenças subtis entre diferentes gestos. Este sistema de comunicação poderá ter-se tornado mais complexo depois da separação dos nossos antepassados humanos dos restantes primatas, há cerca de 6 milhões de anos. Só depois este argumento torna-se-á válido, com a ligação do complexo circuito cerebral em humanos para a leitura de gestos, adquirindo a capacidade de retransmitir, em humanos, no processo do discurso .

Num novo estudo divulgado em Outubro de 2005 passado no jornal Current Biology, Katie Slocombe e Kaus Zuberbuhler, dois primatologistas da Universidade de St. Andrews na Escócia, investigaram uma determinada vocalização efectuada por chimpanzés quando encontravam comida, chamada "grunhido brusco". No jardim zoológico de Edimburgo, os cientistas alimentaram os chimpanzés com duas comidas diferentes - maçãs e pão - e registaram os sons que eles fizeram. Os chimpanzés mostraram preferência pelo pão e Slocombe e Zuberbuhler descobriram uma diferença correspondente nos grunhidos que eles fizeram para cada comida. Eles vocalizam muito alto quando encontram pão, mas observou-se que usam grunhidos mais baixos e mais barulhentos para as maçãs.

Para observar se os chimpanzés podem vocalizar a diferença, Slocombe e Zuberbuhler montaram uma experiência. Eles pregaram um par de tubos ocos nas paredes da cerca dos chimpanzés e carregaram-nos com quatro conteúdos. Cada dia, eles abriram os tubos com um puxão de uma corda, deixando cair os conteúdos num recipiente. Isto permitia que os chimpanzés saíssem de uma sala interna. Invariavelmente à frente da linha ia sempre um macho ansioso de 5 anos chamado LB. LB corria e descia por uma escada que dava acesso ao recipiente, sendo seguido por outros chimpanzés. O chimpanzé descobria então que só um dos oito conteúdos continha comida - maçãs ou fatias de pão. Mais ainda, um tubo só continha maçãs e outro pão.

Depois de darem aos chimpanzés seis semanas para aprenderem este padrão de respostas, Slocombe e Zuberbuhler alteraram a experiência. Agora eles registaram os grunhidos quando eles deixavam cair comida para o recipiente. Durante alguns dias, gravaram os grunhidos correspondentes à maçã e os do pão. Por fim, eles filmaram LB para ver se os sons produzidos alteravam o seu comportamento.

O que eles fizeram acabou por ter resultados. Primeiro, LB parava por poucos segundos na escada que dava acesso à sala da comida para ouvir os sons. Se ele ouvisse os grunhidos para o pão, ele iria levar mais tempo a observar os conteúdos que cairiam do tubo do pão. O mesmo se passava quando ele ouvia os grunhidos para as maçãs, despendendo mais tempo no tubo correspondente. Com este estudo Slocombe e Zuberbuhlers provaram que as vocalizações têm significado para os chimpanzés.

Isto não é para dizer que um grunhido alto significa, "Hey, aqui há pão!" Pode ser apenas um impulso espontâneo. Mas o chimpanzé LB foi “sintonizado” para grunhidos bem conhecidos, para perceber que comida deveria procurar. Slocombe e Zuberbuhler argumentaram que estes resultados chamam atenção para a questão da origem da linguagem.

Mesmo que Slocombe e Zuberbuhler estejam correctos, os “neurónios espelho” podem ter desempenhado um papel importante na evolução da comunicação. Eles poderiam ter fornecido o estímulo mental necessário para dar significado aos sons primários. Em primeiro lugar, os neurónios espelho são bons para representar acções - que, de um modo abstracto, é o que as orações fazem. E pode-se constatar que algumas regiões onde os macacos possuem os neurónios espelho correspondem a áreas do cérebro humano da linguagem gestual. Estes neurónios também estão ligados à habilidade de compreendermos as intenções dos outros seres humanos - algo que os chimpanzés podem fazer abertamente e em absoluto.


Publicada dia 21 de Fevereiro de 2008

quinta-feira, 15 de maio de 2008

CURSOS ETOLOGÍA DE PRIMATES: ÚLTIMAS PLAZAS DEL AÑO


Os informamos que en caso de que esteis interesados aún disponemos de las últimas plazas libres para los cursos de Etología de Primates Nivel 1 y Nivel 2 del primer y segundo semestre de 2008 de FUNDACIÓN MONA. Os informamos que las últimas convocatorias de este año 2008 seran los próximos meses de julio y agosto. En total habremos ofertado 130 plazas durante todo el 2008, 33 más que durante 2007.

Los cursos se retomarán el próximo mes de marzo de 2009, y ya comenzaremos a impartir el nivel 3.

NIVEL 1: Convocatoria del 23-24 de mayo: 4 plazas libresConvocatoria del 20-21 de juny: no hay plazas disponiblesConvocatoria del 25-26 de julio (ÚLTIMA CONVOCATORIA DE NIVEL 1 DE 2008!!): 15 places lliures

NIVEL 2: Convocatoria del 30-31 de maig: 3 plazas libresConvocatoria del 27-28 de juny: 3 plazas libresConvocatoria del 1-2 d'agost (ÚLTIMA CONVOCATORIA DE NIVEL 2 DE 2008!!): 15 places lliures

Para más información y reservas: recerca@fundacionmona.org ; 972 477 618

Miquel Llorente

Unitat de Recerca i Laboratori d'Etologia Centre de Recuperació de Primats
FUNDACIÓ MONA
Carretera de Cassà, km1 17457 - Riudellots de la Selva, Girona Spain
Telf.: 00 34 972 477 618