domingo, 8 de junho de 2008
Documentários na TV
terça-feira, 27 de maio de 2008
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Macaco-Coruja-de-Pescoço-Cinzento-do-Norte

Aotus trivirgatusCaracterísticas distintivas:
Esta espécie possui um pescoço cinzento, a zona ventral é de cor amarelo-pálido, possui marcas brancas e pretas à volta dos olhos e uma cauda cinzenta não-preênsil. A zona posterior do corpo do macaco apresenta uma variação de cor, de cuti a castanho.
Características Físicas – cabeça e comprimento do corpo: Fêmeas - 341mm (300-350); Machos – 346mm (296-420) comprimento da cauda: Fêmeas – 373mm (290-440); Machos – 354mm (250-430). peso: Fêmeas – 920g; Machos – 950g. índice intermembranal**: 74. peso cerebral do adulto: 18.2g.
Habitat:
Primário e secundário, desde a floresta tropical até à floresta seca.
Dieta:Fruta, flores, folhas, insectos.
História de Vida:
Locomoção:
Quadrúpede.
Monogâmicos – 1macho para 1 fêmea em grupos com outras famílias. Tamanho do grupo: 2-5. Extensão do território: 10ha. Distância percorrida por noite: NA*.
Nocturno e Arbóreo. Os macacos-coruja são activos na metade superior das florestas mas preferem habitats com videiras. Nesta espécie verifica-se a monogamia, o que é raro observar em mamíferos. Estas espécies são susceptíveis à malária e têm sido utilizadas em laboratório para estudar os vírus da malária e do herpes. Os macacos nocturnos deste género, Aotus, têm os maiores olhos em comparação com outro primata da América do Sul. Os olhos destas espécies estão adaptados à visão nocturna.
Vocalizações: 6. o chamamento de alarme é um click metálico suave com grunhidos suaves. Nas noites de lua estes macacos emitem pios de 2-4 sílabas semelhantes aos das corujas – daí o seu nome comum.
Local para pernoitar: emaranhados dos troncos das videiras e buracos das árvores.
* não atribuído.
** é um valor conseguido através da proporção do comprimento dos membros anteriores aos membros posteriores. Esta informação é importante para paleontólogos, que só podem fazer a inferência sobre o comportamento dos animais fósseis que encontram. Todos os primatas estão numa escala de 50 para 150. O índice intermembranar indica o tipo geral de locomoção.

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Fotos: Em cima - Macacos-Coruja da sub-espécie Aotus griseimembra; em baixo - Macaco-Coruja-de-pescoço-Cinzento-do-Norte (Aotus trivirgatus).
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Fonte bibliográfica e fotográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.Fonte bibliográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.
#3
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Documentários na TV

Repetição às 16:10.

sexta-feira, 16 de maio de 2008
Os Chimpanzés Conseguem Falar?
Os seres humanos podem ser os grandes comunicadores do mundo natural mas dificilmente somos ou seremos os únicos!A grande maioria dos animais comunica através de sinais sexuais e agonísticos. As flores cortejam abelhas através de odores e cores, enquanto as bactérias podem decidir quando são suficientes no nosso organismo e começarem a pôr-nos doentes. Olhar para estes sistemas de comunicação simples fornece aos cientistas algumas pistas de como a nossa própria linguagem evoluiu. Não é de estranhar que os cientistas tenham focado o seu estudo nos nossos parentes mais próximos, os chimpanzés. Os primatologistas passaram anos a observá-los, em florestas africanas e em jardins zoológicos. E com isto viram e ouviram bastante. Os chimpanzés vaiam, gritam gritos de apoio, agitam ramos, batem palmas e tocam tambor nas árvores.
Durante algum tempo, os primatologistas prestaram mais atenção à expressão gestual dos chimpanzés do que à sua expressão facial. Os sons emitidos por chimpanzés pareceram conter um pouco mais do que respostas emocionais sem muito significado ou intenção. Mas os cientistas foram surpreendidos pela riqueza do vocabulário gestual utilizado pelos chimpanzés. Especialmente provocante, foi o facto de os chimpanzés usarem certos gestos só em certas situações – por exemplo, na tentativa de adquirir a atenção de outro chimpanzé, ou para brincar, ou o início de uma luta. O facto de os gestos não surgirem ao acaso indica que estes possuem algum significado.
Esta pesquisa ajudou a apoiar a teoria que a linguagem humana tem as suas raízes não no discurso, mas nos gestos. Os cientistas que favorecem esta teoria apontam para o facto de que os macacos têm neurónios especiais que traçam o movimento das mãos. Estes, chamados "neurónios espelho" podem ter dado aos macacos a capacidade mental necessária para reconhecer diferenças subtis entre diferentes gestos. Este sistema de comunicação poderá ter-se tornado mais complexo depois da separação dos nossos antepassados humanos dos restantes primatas, há cerca de 6 milhões de anos. Só depois este argumento torna-se-á válido, com a ligação do complexo circuito cerebral em humanos para a leitura de gestos, adquirindo a capacidade de retransmitir, em humanos, no processo do discurso .

Para observar se os chimpanzés podem vocalizar a diferença, Slocombe e Zuberbuhler montaram uma experiência. Eles pregaram um par de tubos ocos nas paredes da cerca dos chimpanzés e carregaram-nos com quatro conteúdos. Cada dia, eles abriram os tubos com um puxão de uma corda, deixando cair os conteúdos num recipiente. Isto permitia que os chimpanzés saíssem de uma sala interna. Invariavelmente à frente da linha ia sempre um macho ansioso de 5 anos chamado LB. LB corria e descia por uma escada que dava acesso ao recipiente, sendo seguido por outros chimpanzés. O chimpanzé descobria então que só um dos oito conteúdos continha comida - maçãs ou fatias de pão. Mais ainda, um tubo só continha maçãs e outro pão.
Depois de darem aos chimpanzés seis semanas para aprenderem este padrão de respostas, Slocombe e Zuberbuhler alteraram a experiência. Agora eles registaram os grunhidos quando eles deixavam cair comida para o recipiente. Durante alguns dias, gravaram os grunhidos correspondentes à maçã e os do pão. Por fim, eles filmaram LB para ver se os sons produzidos alteravam o seu comportamento.
O que eles fizeram acabou por ter resultados. Primeiro, LB parava por poucos segundos na escada que dava acesso à sala da comida para ouvir os sons. Se ele ouvisse os grunhidos para o pão, ele iria levar mais tempo a observar os conteúdos que cairiam do tubo do pão. O mesmo se passava quando ele ouvia os grunhidos para as maçãs, despendendo mais tempo no tubo correspondente. Com este estudo Slocombe e Zuberbuhlers provaram que as vocalizações têm significado para os chimpanzés.
Isto não é para dizer que um grunhido alto significa, "Hey, aqui há pão!" Pode ser apenas um impulso espontâneo. Mas o chimpanzé LB foi “sintonizado” para grunhidos bem conhecidos, para perceber que comida deveria procurar. Slocombe e Zuberbuhler argumentaram que estes resultados chamam atenção para a questão da origem da linguagem.
Mesmo que Slocombe e Zuberbuhler estejam correctos, os “neurónios espelho” podem ter desempenhado um papel importante na evolução da comunicação. Eles poderiam ter fornecido o estímulo mental necessário para dar significado aos sons primários. Em primeiro lugar, os neurónios espelho são bons para representar acções - que, de um modo abstracto, é o que as orações fazem. E pode-se constatar que algumas regiões onde os macacos possuem os neurónios espelho correspondem a áreas do cérebro humano da linguagem gestual. Estes neurónios também estão ligados à habilidade de compreendermos as intenções dos outros seres humanos - algo que os chimpanzés podem fazer abertamente e em absoluto.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
CURSOS ETOLOGÍA DE PRIMATES: ÚLTIMAS PLAZAS DEL AÑO
Gorilas em Zona de Guerra
O Parque Nacional de Kahuzi-Biega albergou em termpos cerca de oito mil gorilas-da-planície-oriental, a maior concentração destes raros primatas. A guerra civil da República Democrática do Congo, iniciada em 1998, apanhou num fogo cruzado os gorilas e os guardas do parque que os protegiam. A caça furtiva pela carne e por dinheiro, combinada com a fragmentação do habitat, reduziu 70% da população total de gorilas-da-planície-oriental. Alguns guardas foram feridos, raptados e assassinados, e até as suas famílias foram alvo de facções armadas que continuam a percorrer a região quatro anos após o fim oficial da guerra. Por fim, os combates diminuíram e os guardas começaram a fazer um levantamento mais concreto dos gorilas sobreviventes.![]()
Um raro gorila-da-planície-oriental na Leste do Congo
Fonte das imagem: http://veja.abril.com.br/180899/imagens/internacional1.gif ; http://ngenespanol.com/wp-content/uploads/2007/10/dic06vidasalvajeart.thumbnail.jpg
in National Geographic Portugal, Maio 2008











































