
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
De 13 de Fevereiro a 19 de Março, o Macacologia estará sem novidades por ausência do moderador.
No entanto, o blog volta em Março com novidades!
Deixo em baixo o cartaz da conferência Comportamento & Individualidade em Primatas e Outros Mamíferos que se realizará nos dias 17 e 18 de Março na Universidade Lusófona.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Documentários na TV
ODISSEIA
Terça, dia 12 de Fevereiro
» 03:00 - Guardiães Dos Bosques: A Última Oportunidade Dos Lémures. Repetição às 10h00 «
» 03:30 - Guardiães Dos Bosques: Salvar O Macaco Aranha. Repetição às 10h30 «
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Documentários
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Grandes Primatas em perigo devido a Vírus Humano
A abertura de reservas naturais de gorilas e de chimpanzés, ao turismo, é muitas vezes a chave para a conservação destes grandes primatas em perigo. Contudo, existem também preocupações de que o turismo possa expor os primatas selvagens a infecções através de doenças humanas virulentas.

Um novo estudo de investigadores do Instituto de Robert Koch (Berlim), do Instituto de Max Planck de Antropologia Evolutiva (Leipzig) e do Centro Suisse des Recherches Scientifiques (Costa de Marfim) confirma a ameaça de doenças, encontrando a primeira evidência directa da transmissão de vírus de seres humanos a primatas selvagens. No entanto, o estudo também mostrou que a pesquisa e os projectos de turismo diminuíram fortemente a caça clandestina de chimpanzés. Este efeito protector, excedeu em grande número a substancial mortalidade de chimpanzés causada pela introdução de doenças humanas.
A introdução de doenças respiratórias, por seres humanos, foi muito tempo suspeita em locais onde primatas, no estado selvagem, estiveram em contacto próximo com seres humanos, mas este é o primeiro estudo a diagnosticar o agente da doença e a quantificar o impacto demográfico. "Temos de ser muito mais proactivos em instituir precauções de higiene estritas em todo o turismo com primatas e locais de pesquisa", diz Fabian Leendertz, autor principal do artigo e um epidemiologista de doenças na vida selvagem no Instituto de Robert Koch em Berlim.
"Uma possibilidade para promover complacência é um processo de certificado semelhante ao sistema de etiquetagem verde usado actualmente na indústria da madeira."
O estudo usou uma abordagem multidisciplinar que implica ecologia comportamental, medicina veterinária, virologia e biologia demográfica, para seguir a pista da introdução de doenças humanas em duas comunidades de chimpanzés no Parque Nacional de Taï em Côte d’Ivoire, onde os investigadores começaram a habituar chimpanzés à presença humana em 1982. As amostras de tecido retiradas de chimpanzés, que tinham morrido numa série de surtos que datam de 1999, foram testadas, dando positivo para dois vírus respiratórios humanos que são os principais causadores da mortalidade infantil humana nos países em desenvolvimento, denominados vírus syncytial respiratório humano e metapneumovirus humano.
As estirpes virais amostradas dos chimpanzés foram relacionadas com estirpes pandémicas que, nos dias de hoje, circulam em populações humanas tão afastadas como a China e a Argentina, sugerindo uma introdução recente nos chimpanzés através de seres humanos. Os autores usaram também observações clínicas e análises demográficas, para concluir que os surtos de doenças respiratórias semelhantes podem datar até 1986.
O projecto de pesquisa teve também efeitos fortemente positivos. Investigações paralelas mostraram que a presença de investigadores tinha diminuído actividades de caça nas áreas circundantes. Consequentemente, as densidades de chimpanzés, tanto nos locais de estudo assim como nos locais próximos do turismo em chimpanzés, foram muito mais altas do que seria esperado dado à facilidade de acesso a caçadores clandestinos. "A presença de investigadores é confirmada como tendo um elevado impacto positivo na protecção de uma área," diz o co-autor Christophe Boesch do Instituto de Max Planck de Antropologia Evolutiva (MPI-EVA) em Leipzig, que dirige o projecto de investigação em Taï. “Contudo, com esta presença benéfica, surgem alguns problemas de higiene que têm de ser resolvidos."
"O estudo confirma que a investigação multidisciplinar é necessária para averiguar diferentes questões implicadas na conservação de primatas", disse Paul N’Goran, um investigador do Centro Suisse de Recherches Scientifiques em Côte d’Ivoire. "O nosso estudo mostra a importante função que a investigação científica pode ter na monitorização de impacto e a eficácia de estratégias de conservação."
A introdução de doenças respiratórias, por seres humanos, foi muito tempo suspeita em locais onde primatas, no estado selvagem, estiveram em contacto próximo com seres humanos, mas este é o primeiro estudo a diagnosticar o agente da doença e a quantificar o impacto demográfico. "Temos de ser muito mais proactivos em instituir precauções de higiene estritas em todo o turismo com primatas e locais de pesquisa", diz Fabian Leendertz, autor principal do artigo e um epidemiologista de doenças na vida selvagem no Instituto de Robert Koch em Berlim.
"Uma possibilidade para promover complacência é um processo de certificado semelhante ao sistema de etiquetagem verde usado actualmente na indústria da madeira."
O estudo usou uma abordagem multidisciplinar que implica ecologia comportamental, medicina veterinária, virologia e biologia demográfica, para seguir a pista da introdução de doenças humanas em duas comunidades de chimpanzés no Parque Nacional de Taï em Côte d’Ivoire, onde os investigadores começaram a habituar chimpanzés à presença humana em 1982. As amostras de tecido retiradas de chimpanzés, que tinham morrido numa série de surtos que datam de 1999, foram testadas, dando positivo para dois vírus respiratórios humanos que são os principais causadores da mortalidade infantil humana nos países em desenvolvimento, denominados vírus syncytial respiratório humano e metapneumovirus humano.
As estirpes virais amostradas dos chimpanzés foram relacionadas com estirpes pandémicas que, nos dias de hoje, circulam em populações humanas tão afastadas como a China e a Argentina, sugerindo uma introdução recente nos chimpanzés através de seres humanos. Os autores usaram também observações clínicas e análises demográficas, para concluir que os surtos de doenças respiratórias semelhantes podem datar até 1986.
O projecto de pesquisa teve também efeitos fortemente positivos. Investigações paralelas mostraram que a presença de investigadores tinha diminuído actividades de caça nas áreas circundantes. Consequentemente, as densidades de chimpanzés, tanto nos locais de estudo assim como nos locais próximos do turismo em chimpanzés, foram muito mais altas do que seria esperado dado à facilidade de acesso a caçadores clandestinos. "A presença de investigadores é confirmada como tendo um elevado impacto positivo na protecção de uma área," diz o co-autor Christophe Boesch do Instituto de Max Planck de Antropologia Evolutiva (MPI-EVA) em Leipzig, que dirige o projecto de investigação em Taï. “Contudo, com esta presença benéfica, surgem alguns problemas de higiene que têm de ser resolvidos."
"O estudo confirma que a investigação multidisciplinar é necessária para averiguar diferentes questões implicadas na conservação de primatas", disse Paul N’Goran, um investigador do Centro Suisse de Recherches Scientifiques em Côte d’Ivoire. "O nosso estudo mostra a importante função que a investigação científica pode ter na monitorização de impacto e a eficácia de estratégias de conservação."
Na foto: Christophe Boesch, Director de Projectos com chimpanzés, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, apela por melhores medidas de higiene no turismo de Grandes Primatas. (Por: Sonja Metzger/Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology)
Journal Reference: Sophie Köndgen, Hjalmar Kühl, Paul K. N’Goran, Peter D. Walsh, Svenja Schenk, Nancy Ernst, Roman Biek, Pierre Formenty, Kerstin Mätz-Rensing, Brunhilde Schweiger, Sandra Junglen, Heinz Ellerbrok, Andreas Nitsche, Thomas Briese, W. Ian Lipkin, Georg Pauli, Christophe Boesch, e Fabian H. Leendertz. Pandemic Human Viruses Cause Decline of Endangered Great Apes.
Publicado dia 26 de Janeiro de 2008
Notícia original: http://www.sciencedaily.com/releases/2008/01/080125100320.htm
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Notícias
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Documentários na TV
SIC
Domingo, dia 10 de Fevereiro
» 12:00 - BBC Vida Selvagem: Expedition Borneo (continuação) «
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Documentários
Ofertas de Emprego
Field assistant: Social behavior and physiology of rhesus macaques on Cayo Santiago, Puerto Rico, Maria Rakhovskaya (PhD student at the University of Pennsylvania)
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1063
Field Assistant: Male/Infant Relationships in Sulawesi Macaques, Indonesia, Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1064
Field Assistant for Milne-Edwards' Sifaka study in Ranomafana National Park, Madagascar, University of Toronto
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1065
Veterinary Technician II, Emory University- Yerkes National Primate Center- Field Station
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1066
Sr. Animal Resources Technologist (Trainer), UT M. D. Anderson Cancer Center
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1067
Director, Laboratory Animal Sciences Program, SAIC-Frederick, Inc.
Todas as informações em: http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1068
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Oportunidades
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
O Mundo dos Gorilas da Montanha
O Parque Nacional de Virunga da República Democrática do Congo e os vulcões que o rodeiam, são a casa de mais de metade da população de gorilas de montanha, existentes em todo o mundo.
Para assegurar a sobrevivência a longo prazo desta espécie ameaçada, as equipas de guardas-florestais controlam e patrulham o sector de Gorilas do parque.
Para assegurar a sobrevivência a longo prazo desta espécie ameaçada, as equipas de guardas-florestais controlam e patrulham o sector de Gorilas do parque.
Dois dos guardas-florestais, Diddy e Innocent, têm mantido um diário semanal no website da BBC News, que oferece uma visão do que está por trás da vida de quem anda na linha da frente da conservação.
Aqui, eles também compartilham vídeos que foram registando ao longo dos últimos meses.
Mais Informações em: http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/7193505.stm
Publicado dia 25 de Janeiro de 2008
Notícia original: http://news.bbc.co.uk/1/hi/sci/tech/7193505.stm
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Notícias