quinta-feira, 28 de maio de 2009

Chimpanzés trocam carne por sexo! E funciona!

Os chimpanzés selvagens que partilham carne, com fêmeas da sua espécie, duplicam as probabilidades de terem sexo com essas fêmeas. Esta descoberta suporta uma hipótese de que a partilha de comida aumenta as oportunidades de acasalamento.

O estudos mostraram que os chimpanzés machos partilham carne com as fêmeas, que usualmente não caçam. A razão para a partilha de carne, contudo, era um mistério - embora não muito difícil de adivinhar.

Machos observados na nação de Côte d'Ivoire no Oeste de África, partilharam carne de macaco com fêmeas que exibiam um inchaço rosado na zona genital, que indica que estão em ovulação e disponíveis sexualmente.

Os investigadores acrescentaram, que o mais surpreendente foi que os machos partilhavam a carne com as fêmeas que não apresentavam inchaço na zona genital, talvez na esperança de serem bem sucedidos no futuro.

O sexo "pode não ocorrer imediatamente - mas pode ocorrer no futuro," disse a co-autora do estudo Cristina M. Gomes, investigadora do Instituto Max Planck para a Evolução Antropológica na Alemanha.

Evolução a funcionar?

As descobertas podem esclarecer acerca das nossas próprias origens, disseram os investigadores.

Estudos de sociedades de caçadores humanos mostraram que, os caçadores com maiores capacidades tinham mais descendência e mulheres. Mas os investigadores estão divididos em como, ou se, as capacidades de caça e o acasalamento estão ligados.

O facto é que os chimpanzés machos também partilham carne com fêmeas não ovuladas e predispostas para acasalar, o que pode adicionar à discussão as capacidades cognitivas dos chimpanzés.

Isto pode sugerir que os chimpanzés podem antecipar interacções futuras ou relembrarem interacções que tiveram no passado.


Publicado dia 7 de Abril, 2009 no Journal PLoS ONE, National Geographic News, por Nick Wadhams em Naiorobi, Quénia.

Créditos Fotográficos: National Geographic

Notícia original:http://news.nationalgeographic.com/news/2009/04/090407-chimps-meat-sex.html

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Primata Fossilizado com 47 Milhões de Anos

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DEPOIS DE 2 ANOS DE INVESTIGAÇÃO, FINALMENTE, É REVELADO O FÓSSIL MAIS COMPLETO DE SEMPRE , COM 47 MILHÕES DE ANOS, DE UM PROVÁVEL ANCESTRAL COMUM PARA OS PRIMATAS.


Os investigadores puderem comprovar a veracidade do fóssil através de uma análise Raio-X à estrutura dos ossos e depois de datação radiométrica das rochas vulcânicas de Messel, eles descobriram que a pequena criatura viveu há cerca de 47 milhões de anos, no período Eoceno.


Uma equipa de cientistas liderada por Jorn Hurum revelaram, esta semana, um esqueleto de um primata fossilizado com 47 milhões de anos, sendo aclamado como o elo perdido na evolução dos primatas.


O fóssil foi descoberto há 25 anos por caçadores de fósseis amadores enquanto escavavam em Messel Pit, Alemanha, e adquirido por Hurum há cerca de dois. Desde então, reuniu uma equipa de especialistas e tem investigado o pequeno primata. Na passada Terça feira o fóssil foi apresentado à comunidade científica em Nova Iorque.

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Este fóssil é a ponte para a evolução que separa os primatas superiores, tais como, macacos, grandes primatas e humanos, e os seus mais distantes parentes, os lémures.


"Este é o primeiro elo de ligação para todos os humanos," disse Hurum, do Museu de História Natural de Oslo, Noruega. Ida, o nome atribuído ao pequeno primata fossilizado, representa "a prova mais próxima daquilo que podemos ter como nosso ancestral comum."


Ida, propriamente chamado como Darwinius masillae, possui uma anatomia única. O esqueleto típico de lémure possui características dos primatas, incluindo, mãos que são usadas para agarrar objectos, polegares oponíveis, dígitos com unhas em vez de garras e membros relativamente curtos.


"Este espécime parece ser um fóssil primitivo de um macaco que pertence ao grupo que inclui-nos a nós," disse Brian Richmond, antropólogo biológico da Universidade George Washington em Washington, D.C., que não esteve envolvido no estudo.


Mas há uma grande falha no registo fóssil deste período, o Eoceno, disse Richmond. Os investigadores não têm a certeza quando e onde é que o grupo dos primatas que inclui os macacos, os grandes primatas e os humanos se separaram do outro grupo de primatas que inclui os lémures.


"Ida, é um dos importantes ramos da árvore evolutiva", disse Richmond, "mas não é o único ponto de ramificação."

Uma coisa é certa, o aspecto de Ida é inquestionável e único: a sua incrível preservação, inédito exemplar do período do Eoceno, e aparece numa época em que os primatas primitivos estavam num período de rápida evolução.

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Os investigadores dizem que esta é uma prova evidente para a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin que fala precisamente na transição das espécies.

Sir David Attenborough disse que Darwin "teria ficado extasiado" se tivesse visto este fóssil - e diria que o fóssil diz-nos quem nós somos e qual a nossa origem.

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Mas afinal o que nos diz Ida segundo o lider desta investigação, Jorn Hurun?!


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Publicado dia 19 de Abril de 2009; National Geographic; Sky News; http://www.revealingthelink.com/

terça-feira, 19 de maio de 2009

Fósseis Genómicos dos Lémures abrem caminho na compreensão da origem e evolução do HIV e outros lentivírus de primatas

Um retrovírus aparentado com o HIV estabilizou-se e integrou o genoma de muitos lémures há cerca 4.2 milhões de anos, de acordo com uma investigação liderada pelo Dr. Cédric Feschotte na Universidade do Texas, Arlington. A nova análise feita ao vírus imunodeficiente dos prosímios (pSIV) leva a uma nova compreensão sobre a evolução dos lentivírus.

Família de Lémures de cauda anelada
observada em Madagáscar. (Créditos: Stockphoto)




Durante a replicação, os retrovírus integram os cromossomas dentro das suas células hospedeiras. Se as células germinativas são infectadas, o DNA viral integrado pode ser transmitido de pais para filhos e pode, eventualmente, tornar-se parte do material genético das espécies hospedeiras.

Este processo de endogenização ocorreu repetidamente durante a evolução e envolveu diversos tipos de retrovírus, dando origem a uma parte do genoma de muitas espécies de vertebrados - por exemplo, ~8% do genoma humano. Até agora, acreditava-se que o processo era extremamente raro para os lentivírus, um grupo de retrovírus evolutivamente ilusivo que infecta diversos mamíferos, incluindo os humanos (na forma do vírus imunodeficiente humano [HIV]).

Baseados nas sequências fósseis recolhidas de diferentes espécies de lémures, os investigadores reconstruíram computacionalmente a sequência aparentemente intacta e completa do DNA do lentivírus ancestral dos prosímios. A descoberta de que duas diferentes espécies de lémures endémicas de Madagáscar sofreram, independentemente e quase em simultâneo, múltiplas infecções germinativas de pSIV providencia a evidência de que os lentivírus infectaram repetidamente a linha germinativa das espécies de prosímios.

Estes resultados permitem uma futura análise funcional do vírus extinto e avançar o nosso conhecimento sobre a biologia dos lentivírus, incluindo o HIV. Além disso, a caracterização deste lentivírus ancestral dos lémures levanta a possibilidade dos retrovírus como o HIV continuarem, ainda hoje, a circular na fauna de mamíferos de Madagáscar.


Publicado dia 24 de Março de 2009; Science Daily

Notícia original: http://www.sciencedaily.com/releases/2009/03/090319224524.htm

Jounal Reference:
Gilbert et al. Parallel Germline Infiltration of a Lentivirus in Two Malagasy Lemurs. PLoS Genetics, 2009; 5 (3): e1000425 DOI:
10.1371/journal.pgen.1000425

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Evolução em Debate: De Darwin à Actualidade


Vai decorrer já na próxima quarta-feira, dia 13 de Maio, pelas 14 horas, no Auditório Pessoa Vaz da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa, a conferência: Evolução em Debate: De Darwin à actualidade.
Vamos contar com presença de três ilustres oradores, Doutor Professor Frederico Almada, Doutor Professor Octávio Mateus e Doutor Professor André Levy, no que será um debate entre os três e um quarto elemento muito atento e crítico, o público. A temática da conferência vai-se centrar na perspectiva da teoria da evolução de três mentes diferentes, desde Richard Owen e Charles Darwin, até aos dias de hoje, aos Evolucionistas modernos.
A conferência terá uma duração de aproximadamente 2 horas, com um ligeiro coffee-break. Contamos com a vossa presença e em caso de dúvidas, dirijam-nas para biolusofona@gmail.com
Esta conferência é organizada pelo Núcleo de Estudantes de Biologia da Universidade Lusófona - BioC.E.L. http://biocel-lusofona.blogspot.com/ , em colaboração com a coordenação de Biologia e a Universidade Lusófona.

Oportunidades de Emprego - Maio 2009

Research Laboratory Technician in Molecular Primatology, University of Iowa
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Environmental Enrichment Coordinator, Wake Forest University - Animal Resources Program
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Behaviorist/Research Specialist - Bethesda, MD, SoBran, Inc
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Cognitive Neurobiology, Boston University School of Medicine
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Laboratory Technician II, Wake Forest University Health Sciences
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Field Assistant: Social Behavior of Chacma Baboons in the Cape Peninsula of South Africa, City University of New York / Cape Peninsula Baboon Research Unit
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Assistants need for Capuchin study in Iguazu Falls, Argentina, Andrea Green

terça-feira, 5 de maio de 2009

Novo paraíso para os Orangotangos



Foi criado na Malásia um novo hospital e santuário para prevenir a extinção dos orangotangos.

A ilha Orang Utan, situada no estado Perak, aloja mais de 20 primatas.

A maioria dos bébés orangotangos que foram rejeitados pelas mães encontram-se no centro de reabilitação, onde são surpervisionados e alimentados por uma equipa especializada.


Quando os orangotangos bébés crescem, socializam com outros orangotangos adultos, antes de serem devolvidos ao habitat natural.

Os orangotangos são uma das espécies da Malásia com maior taxa de perigo de extinção e estão constantemente a serem ameaçados pela destruição da floresta devido à extracção de madeira e incêndios e também pela caça ilegal.



Publicado dia 20 de Março de 2009; BBC News;

Créditos Fotográficos: Orang Utan Island

Notícia original: http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/7955257.stm