quarta-feira, 22 de abril de 2009

Bonobos fazem amor em vez de guerra!

Será que as espécies que encaram actualmente a extinção possuem pistas para a origem dos seres humanos?

No meio de uma das zonas menos exploradas da Terra, podemos vislumbrar um dos primos mais próximos ao homem...o Bonobo.

Pensa-se que os Bonobos são, possivelmente, os únicos animais que resolvem os seus conflitos não através da violência, mas através do sexo. Na verdade, acredita-se que eles estão entre os únicos animais, com excepção do homem, que fazem sexo por divertimento, e não apenas com objectivos de reprodução da espécie.

Conhecidos também por "macacos eróticos," os bonobos são 98,5 % geneticamente semelhantes aos humanos.
Um grupo de repórteres da abc levou a cabo uma viagem incrível e difícil ao coração do Congo para se encontrarem com Bila-Isia Inogwabini, também conhecido por "Ino." Ino é um investigador para a Fundação Mundial da Vida Selvagem (World Wildlife Fund) que defende actualmente uma teoria controversa - que este foi o primeiro lugar onde os humanos apareceram na Terra.
Ino possui créditos por uma descoberta incrível - uma população de 2000 bonobos extremamente raros a viver numa vasta área da floresta africana. Esta descoberta representa um desenvolvimento muito grande para uma espécie que alguns temiam estar à beira da extinção.

O mundo não sabia da existência desta população, disse Ino, e os primeiros repórteres que ele mostrou foram os da abc.

Mas a caminhada não foi fácil! Ao longo de três dias, durante 20 kilometros, combateram contra o calor, atravessando a floresta escura, ameaçados pelas formigas comedoras de humanos e pelas incrivelmente persistentes abelhas.

Muitas vezes levantavam o acampamento antes de amanhecer e quando finalmente chegaram perto do objectivo final, foi emocionante.

Primeiro, ouviram os bonobos a passarem pelas árvores, ouvindo sons que pareciam que as árvores se desmoronavam. Depois ouviram as vozes - diz o repórter que parecia uma banda sonora de um filme de terror.

E quando finalmente os avistaram, eles pareciam homens das cavernas acrobáticos.

Uma mitologia romântica nasceu à volta dos bonobos, uma espécie que se acreditou ser mais pacífica do que os chimpanzés, que podem ser ferozmente violenta.

"Os Bonobos têm tendência para resolver os seus problemas através do sexo, em vez de usarem violência," explicou Ino.

É verdade, os bonobos resolvem a competição por comida e território, não através de violência, mas sim, através de relações sexuais.


Ligações com os Bonobos

Para além dos humanos, eles são os únicos animais que fazem sexo por diversão, não apenas para procriar.

"E este facto coloca esta espécie mais próxima da nossa do que outra espécie de mamífero," disse Ino.

Os Bonobos têm sexo em grupo, sexo entre o mesmo género, sexo oral e sexo cara a cara. Também foi reportado o beijo francês!



Os Bonobos são considerados como sendo,
possivelmente os únicos animais que resolvem os seus conflitos não
através da violência mas através do sexo. (ABC News)

Muitos pensam que a razão pela qual os bonobos são tão pacíficos - são observados frequentemente a catarem-se tranquilamente uns aos outros - é que a sua estrutura social é dominada por fêmeas.


Contudo, neste momento, esta espécie encontra-se em perigo crítico de extinção. Tiveram pouca sorte de existirem num só país - o empobrecimento, a anarquia e a guerra do Congo, onde os caçadores furtivos os caçam como alimento tem vindo a degradar as populações de Bonobos.

Eles são considerados como animais sensíveis por algumas províncias do Congo, disse Ino, e por algumas tribos.

Parecem ser incrivelmente dóceis e humanos. Os repórteres só puderam interagir com os bebés. Os jovens bonodos são brincalhões, sendo considerados psicologicamente vulneráveis quando são órfãos, sendo dados a eles mães substitutas.

De volta à selva, Ino disse que testemunhou que os bonodos têm muitos comportamentos parecidos com os dos humanos, e até os viu chorar. Mas provavelmente, o comportamento mais humano de todos é o facto de que os bonobos, ocasionalmente, andam em posição vertical sobre os dois membros posteriores, o que levou Ino a avançar com a sua teoria radical.


A evolução do homem?

Ino descobriu que os bonobos são os únicos animais que vivem numa área que é uma mistura de selva com savana - as planícies africanas. Isto força-os a andar na vertical mais do que na selva. E isto é o que Ino pensa ter sido o tipo de ambiente que fez surgir os primeiros humanos.

"Penso seguramente que os seres humanos possam ter evoluído a partir desta região," disse Ino. "É um grande reivindicação, sim, eu compreendo, mas acho que vale a pena colocar esta hipótese sobre a mesa."


Dan Harris da ABC News com um bonobo bebé no
Santuário dos Amigos dos Bonobos no Congo - chamado Lola Ya Bonobo -
onde quase todos os animais que lá estão
são órfãos de pais mortos pelos caçadores. (ABC News)



A teoria que prevalece entre os cientistas diz que os primeiros humanos evoluíram a centenas de quilómetros do Congo, na África Oriental. Os especialistas com quem foi discutida a teoria de Ino, indeferiram-na como rebuscada.

"Posso não ser levado a serio agora, mas acredito que dentro de 15 ou 20 anos, a minha teoria possa ser comprovada como verdadeira," disse Ino.

No mínimo, a sua teoria pode chamar a atenção para os bonobos, que nos podem ensinar algo sobre a resolução de conflitos.



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Os Bonobos em vias extinção vivem nas profundezas das florestas do Congo, usando o sexo para resolver os seus conflitos.



Publicado dia 19 de Março de 2009; ABC News; por Dan Harris


Notícia original: http://www.abcnews.go.com/Nightline/Story?id=7114519&page=1

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Replicação de genomas pode separar Humanos dos Grandes Símios

Um pico súbito durante a cópia e o rearranjo da estrutura do ADN deu "forma" às espécies de grandes símios.

Apesar de não ser tão dramático como a teoria de o Big Bang ter criado o universo, uma explosão na duplicação do ADN do ancestral comum dos humanos, chimpanzés e gorilas, pode ser responsável por muitas das diferenças entre estas espécies. A grande separação ocorreu à cerca de 8 ou 12 milhões de anos atrás, mas os efeitos desta separação ainda são visíveis.




Um aumento nas duplicações ocorreu no genoma do ancestral comum dos humanos e dos grandes símios africanos entre 8 milhões a 12 milhões de anos atrás. Os números perto das imagens indicam os milhões de bases duplicadas que são únicas para cada espécie. Por exemplo, 13.6 milhões de bases replicadas no genoma humano não são replicadas no genoma de outras espécies. Créditos: Marques-Bonet et al., Nature, Fev. 12, 2009.



Os genes humanos e dos grandes símios são notoriamente similares, com poucas diferenças nas letras genéticas que compõem o manual de instruções para construir cada primata. Mas os gorilas, orangutangos, chimpanzés e humanos são obviamente diferentes. Uma nova análise dos genomas dos humanos e dos seus primos símios, publicada em 11 de Fevereiro na revista Nature, sugere que essas diferenças podem ter raízes nas duplicações do ADN.

A equipa de investigação liderada por Evan Eichler, investigador do Instituto de Medicina Howard Hughes na Universidade de Washington em Seattle, comparam os genomas dos macacos, orangutangos, gorilas, chimpanzés, bonobos e humanos. Os investigadores descobriram que partes dos genomas foram copiadas e reorganizadas, por vezes múltiplas vezes, dentro de cada uma das linhagens.

Depois dos orangutangos se separarem da árvore genealógica dos primatas, as taxas de replicação aceleraram dramaticamente no ancestral comum dos gorilas, chimpanzés e humanos. Esta taxa continuou no ancestral comum dos humanos e chimpanzés, mas depois abrandou de novo. Ao mesmo tempo, estas taxas de duplicação influenciavam outros tipos de mutação - tal como alterações nas letras da sequência genética - a abrandarem.


A duplicação pode fazer a diferença: Um segmento de ADN encontrado apenas no genoma humano (círculo verde) foi duplicado múltiplas vezes nos chimpanzés e gorilas (setas rosa). Alguns segmentos duplicados nos chimpanzés são multiplicados nos humanos (não demonstrado). Créditos: Marques-Bonet et al., Nature, Fev. 12, 2009.



A actividade de duplicação resultou em diferenças estruturais do genoma entre as espécies, numa escala nunca antes analisada. Estudos anteriores só tinham analisado genes específicos ou pequenas partes do genoma, e esta análise em grande escala esclarece o que não era evidente.


"Este artigo sugere que a variação real que levou à linhagem humana é estrutural," diz Mark Gerstein, bioinformático na Universidade de Yale. "Penso que é plausível que o número de cópias ou a variação estrutural pode afectar mais ainda que as próprias mutações - alterações das bases - podem."

Alterar uma única base, ou uma letra do ADN, é susceptível de ter um efeito limitado, uma vez que tais mutações alteram apenas um único gene. Mas grandes duplicações, contendo 20.000 bases ou mais, como as mapeadas neste estudo, podem conter mais de um ou mais genes ou partes destes e regiões reguladoras.

Duplicar, triplicar ou quadruplicar o número de cópias de um pedaço de ADN no genoma, pode aumentar potencialmente a actividade dos genes contidos nessa região. Uma duplicação pode conter algumas partes de um gene, mas não todo, o que poderá alterar a função do gene. E estas duplicações deverão conter painéis de controlo para os genes, disse Gerstein. Copiar esses painéis de controlo, no seu todo ou partes dele, e inserindo-os noutra parte do genoma poderá alterar a actividade dos genes adjacentes ao ponto de inserção.

Os investigadores descobriram que estas duplicações não ocorrem aleatoriamente. A maioria das duplicações ocorrem próximas das duplicações mais antigas, criando hot spots no genoma, susceptíveis à cópia e rearranjo. Estas partes instáveis do genoma proporcionam flexibilidade à adaptação a novos ambientes, mas têm também uma desvantagem.

A instabilidade tem sido relacionada a doenças em seres humanos. As células cancerígenas têm, notoriamente, duplicações, rearranjos, e deleções nos genomas. O ADN instável predispõe os seres humanos a doenças como o autismo, retardação mental e esquizofrenia. Os investigadores dizem que as duplicações ligadas ao autismo e à esquizofrenia são tão recentes que é provável que estas perturbações no desenvolvimento neurológico sejam também bastante jovens.

Cerca de 20% das duplicações identificadas neste estudo foram encontradas apenas em humanos. A maioria das partes replicadas contêm genes de função desconhecida, portanto o próximo passo deste projecto é descobrir como é que estas duplicações ocorrem e como é que os genes contribuem para tornar as pessoas humanas.

Mas os humanos não são os únicos com ADN extra específico para a sua espécie, diz Jeff Kidd, investigador genómico no laboratório de Eichler.

"Se eu e você fossemos dois chimpanzés a falar, iríamos estar a falar de como 20 % das duplicações são únicas nos chimpanzés," diz Kidd. "É tudo uma questão de perspectiva."



Publicado dia 14 de Março de 2009; Science News; por Tina Hesman Saey


terça-feira, 7 de abril de 2009

Chimpanzés usam geometria para se deslocarem na floresta

Se alguma vez se perderem na floresta, sigam um chimpanzé!

Uma nova investigação sugere que os grandes primatas têm uma mapa geométrico mental do seu território, deslocando-se entre dois pontos através do percurso mais curto.




Uma nova investigação sugere que os chimpanzés são surpreendentemente bons navegadores, mantendo mapas geométricos mentais do seu território. (Imagem: Frans Lanting / National Geographic / Getty)




"A coisa mais impressionante quando estamos com uma chimpanzé no meio da floresta, é que nós usamos um compasso ou GPS para nos situarmos, enquanto que estes amigos sabem onde vão sem ajuda de qualquer material geométrico," disse Christophe Boesch, primatologista do Instituto Max Planck para a Evolução Antropológica, em Leipzig.

Com a ajuda de um GPS, C. Boesch e Emmanuelle Normand seguiram os movimentos de 15 chimpanzés, durante 217 dias, em Côte d'Ivoire's, Parque Nacional de Tai.

Num determinado dia, um animal pode visitar 15 das cerca de 12,000 árvores que pertencem ao seu território de 17 km quadrados, disse Boesch. "São uma espécie de nómadas."


Monitoramento

Todas as manhãs, os investigadores acordavam antes dos chimpanzés e seguiam-nos até estes irem dormir - frequentemente em ninhos diferentes. A posição GPS dos indivíduos era gravada a cada minuto.

"Estávamos aptos para fazer este estudo devido à nova tecnologia GPS, que funciona perfeitamente na floresta tropical. O que não era o caso há cerca de 5 anos," disse Boesch.

Depois de analisarem os dados, Boesch e Normand verificaram boas evidências de que os animais escolhem as suas rotas usando um mapa mental, construído através de coordenadas geométricas, em oposição a uma navegação estilo marcas para rotas frequentes.

Os indivíduos tenderam a mover-se em linhas rectas, enquanto se deslocavam de árvore em árvore, abrandando o seu ritmo de marcha quando se aproximavam do destino. Os chimpanzés também visitavam outras árvores dependendo da localização da actual.

Isto sugere que os chimpanzés não dependem exclusivamente pontos de referência (landmark) tais como, árvores específicas e córregos para se descolarem. Estas marcas podem surgir uma vez que o chimpanzé se aproxima do seu destino.


Estilos de viajar

Investigações anteriores e a experiência do quotidiano, sugerem que os humanos possuem dois estilos de navegação, dependendo do ambiente.

"Numa cidade podemos usar ruas, que são as clássicas landmarks, ao passo que se fossemos um Pigmeu na floresta húmida tropical ou um esquimó no Árctico, onde não temos nada como ponto de referência, teríamos de aprender usando meios sofisticados," disse Boesch.

Paul Garber, um biólogo antropológico na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, pensa que a distância entre dois pontos poderá não ser único factor na escolha da rota de um chimpanzé.

A qualidade e a quantidade de comida, bem como a competição pela mesma, poderão ser factores que influenciam a escolha da rota. Além disso, tal como um vendedor que optimiza as suas viagens, os chimpanzés talvez pensem na navegação com "um olho no futuro", disse Garber. "Eles talvez façam um plano da viagem, não visualizando apenas um passo, mas muito passos à frente."

Publicado dia 12 de Março de 2009; New Scientist, Life; por Ewen Callaway

domingo, 5 de abril de 2009

Cientistas criam estirpe de HIV capaz de infectar macacos

Cientistas criaram uma estirpe do vírus imunodeficiente humano (HIV) capaz de infectar e se multiplicar em macacos, um passo para testar vacinas em macacos antes de as usar em humanos.

Esta estirpe de HIV, foi desenvolvida através da alteração de um gene da versão humana, para permitir que esta infecte uma espécie de macaco chamada macaco de cauda de porco.

A engenharia genética do vírus, uma vez injectada no macaco, prolifera tal como faz nos humanos, mas em última analise o animal consegue suprimir o vírus e não fica doente.

A estirpe é chamada simian-tropic HIV-1, ou stHIV-1.

Os investigadores acreditam na possibilidade de testar em macacos novas drogas e vacinas contra o HIV antes de as usar em pessoas.

Existe um vírus "primo" do HIV chamado SIV, ou vírus imunodeficiente símio, que causa a doença similar do HIV em certas espécies de macacos.

Mas este vírus dos macacos não é idêntico ao que afecta os humanos e não é um substituto perfeito para testar drogas e vacinas contra o HIV.

"Se a nossa investigação for aprofundada, desejamos que um dia, talvez num futuro não muito distante, seremos capazes de criar vacinas que sejam destinadas ao uso humano e que ao mesmo tempo sejam testadas em animais antes do uso humano," disse Paul Bieniasz, um dos investigadores da Universidade Rockfeller de Nova Iorque.

Neste momento os cientistas travam uma batalha para criar uma vacina contra o HIV.

"Se fizermos uma droga que é efectiva contra o HIV, às vezes funciona contra o SIV e outras vezes não. Basicamente, isto desvaloriza o SIV como um animal modelo para fazer experiências para o desenvolvimento de drogas," disse Bieniasz.

"Agora, se quisermos desenvolver uma vacina paralela para o HIV e para o SIV. Podemos testar a vacina contra o SIV em animais e depois esperar que a mesma abordagem funcione em humanos."

No Journal Proceedings of the National Academy of Sciences, os investigadores escreveram que ao fazer a engenharia genética do vírus, eles removeram um gene do HIV, conhecido como vif, e inseriram no SIV. Este gene actua com um bloqueador de proteínas produzidas pelos macacos que matam os vírus.

Bieniasz disse que terão de fazer mais alterações no stHIV-1, para o tornar mais capaz para o teste de vacinas.

O vírus modificado genéticamente infecta os macacos, e durante algum tempo é uma boa "mímica" do que acontece nos humanos infectados por HIV, disse Bieniasz.

Mas depois de se espalhar pelo corpo do macaco, o animal é bem sucedido, suprimindo o vírus - não elimina completamente o vírus mas reduz para níveis muito baixos.

"O pequeno problema é que o macacos infectados não desenvolvem a doença," disse Bieniasz.

Publicado dia 3 de Março 2009; Reuteurs UK; Por Will Dunham

Notícia original: http://uk.reuters.com/article/scienceNewsMolt/idUKTRE52203620090303?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0



sexta-feira, 3 de abril de 2009

Happy 75th Birthday, Jane!



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quinta-feira, 2 de abril de 2009

Oportunidades de Emprego - Abril 2009

Field Assistant - Social Behavior of the Bolivian Gray Titi Monkey in Santa Cruz, Bolivia, State University of New York, Oneonta
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Research Assistant: Seed dispersal by howling monkeys and tropical rainforest regeneration in Palenque, Mexico, Laboratorio de Primatología, Field Research Station Los Tuxtlas, Universidad Nacional Autónoma de México
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Two volunteer western lowland gorilla and agile mangabey (Cercocebus agilis) field assistants., Dzanga Sangha Project
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Animal Technician (2 openings), UT M. D. Anderson Cancer Center, Michale E. Keeling Center for Comparative Medicine and Research, Department of Veterinary Sciences.
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Research and Education Center Internship, Chimfunshi WildlifeOrphanage-Research and Education Center
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Videographer, Handshake Productions CIC
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Education Volunteer, Chimfunshi Wildlife Orphanage-Research and EducationCenter
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Research Volunteer, Chimfunshi Wildlife Orphanage-Research and EducationCenter
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Research Scientist, Wa National Primate Reseach Center, University of Washington
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Volunteers need to help preparing the Release of a family of White-Handed Gibbons, The Wild Animal Rescue Foundation of Thailand
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Assistants need for Capuchin study in Iguazu Falls, Argentina, Andrea Green
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Research assistant, University of Lethbridge
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PhD project on competition and cooperation in male Barbary macaques, Courant Research Center for the Evolution of Social Behavior, University of Göttingen, Germany
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Animal Husbandry Sr/Jr Supervisor, The Mannheimer Foundation, Inc.
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Sr. Toxicological Pathologist, SNBL USA, Ltd.
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Biobehavioral Research Internship, The Mannheimer Foundation, Inc. / Haman Ranch
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Veterinary Technician, The Mannheimer Foundation, Inc.
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Short Term Volunteer Veterinarian, Tacugama Chimpanzee Sanctuary
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Assistant coordinator, Sumatran Orangutan Society
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Volunteer Research Supervisor - Mikongo Conservation Centre, Gabon, Zoological Society of London
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Field assistant: Long-tailed macaques, Sumatra, Indonesia, German Primate Center
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Qualified Veterinary Nurse, Vervet Monkey Foundation
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Research Specialist, Emory University
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Wisconsin National Primate Center Director, Graduate School
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Primatology Field School in China, Central Washington University & Anhui University
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CHIMPANZEE VETERINARY TECHNICIAN I-II, Chimp Haven, Inc.
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Primate Behavior and Ecology Field Course, Ometepe Island, Nicaragua, Summer 2009, Ometepe Biological Field Station
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Primate Behavior and Conservation Field Course in Costa Rica, DANTA: Association for Conservation of the Tropics