terça-feira, 27 de maio de 2008
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Macaco-Coruja-de-Pescoço-Cinzento-do-Norte


Características distintivas:
Esta espécie possui um pescoço cinzento, a zona ventral é de cor amarelo-pálido, possui marcas brancas e pretas à volta dos olhos e uma cauda cinzenta não-preênsil. A zona posterior do corpo do macaco apresenta uma variação de cor, de cuti a castanho.
Características Físicas – cabeça e comprimento do corpo: Fêmeas - 341mm (300-350); Machos – 346mm (296-420) comprimento da cauda: Fêmeas – 373mm (290-440); Machos – 354mm (250-430). peso: Fêmeas – 920g; Machos – 950g. índice intermembranal**: 74. peso cerebral do adulto: 18.2g.
Habitat:
Primário e secundário, desde a floresta tropical até à floresta seca.

Fruta, flores, folhas, insectos.
História de Vida:
Locomoção:
Quadrúpede.
Monogâmicos – 1macho para 1 fêmea em grupos com outras famílias. Tamanho do grupo: 2-5. Extensão do território: 10ha. Distância percorrida por noite: NA*.
Nocturno e Arbóreo. Os macacos-coruja são activos na metade superior das florestas mas preferem habitats com videiras. Nesta espécie verifica-se a monogamia, o que é raro observar em mamíferos. Estas espécies são susceptíveis à malária e têm sido utilizadas em laboratório para estudar os vírus da malária e do herpes. Os macacos nocturnos deste género, Aotus, têm os maiores olhos em comparação com outro primata da América do Sul. Os olhos destas espécies estão adaptados à visão nocturna.
Vocalizações: 6. o chamamento de alarme é um click metálico suave com grunhidos suaves. Nas noites de lua estes macacos emitem pios de 2-4 sílabas semelhantes aos das corujas – daí o seu nome comum.
Local para pernoitar: emaranhados dos troncos das videiras e buracos das árvores.
* não atribuído.
** é um valor conseguido através da proporção do comprimento dos membros anteriores aos membros posteriores. Esta informação é importante para paleontólogos, que só podem fazer a inferência sobre o comportamento dos animais fósseis que encontram. Todos os primatas estão numa escala de 50 para 150. O índice intermembranar indica o tipo geral de locomoção.

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Fotos: Em cima - Macacos-Coruja da sub-espécie Aotus griseimembra; em baixo - Macaco-Coruja-de-pescoço-Cinzento-do-Norte (Aotus trivirgatus).
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Fonte bibliográfica e fotográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.Fonte bibliográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.
#3
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Documentários na TV
Repetição às 16:10.

sexta-feira, 16 de maio de 2008
Os Chimpanzés Conseguem Falar?

A grande maioria dos animais comunica através de sinais sexuais e agonísticos. As flores cortejam abelhas através de odores e cores, enquanto as bactérias podem decidir quando são suficientes no nosso organismo e começarem a pôr-nos doentes. Olhar para estes sistemas de comunicação simples fornece aos cientistas algumas pistas de como a nossa própria linguagem evoluiu. Não é de estranhar que os cientistas tenham focado o seu estudo nos nossos parentes mais próximos, os chimpanzés. Os primatologistas passaram anos a observá-los, em florestas africanas e em jardins zoológicos. E com isto viram e ouviram bastante. Os chimpanzés vaiam, gritam gritos de apoio, agitam ramos, batem palmas e tocam tambor nas árvores.
Durante algum tempo, os primatologistas prestaram mais atenção à expressão gestual dos chimpanzés do que à sua expressão facial. Os sons emitidos por chimpanzés pareceram conter um pouco mais do que respostas emocionais sem muito significado ou intenção. Mas os cientistas foram surpreendidos pela riqueza do vocabulário gestual utilizado pelos chimpanzés. Especialmente provocante, foi o facto de os chimpanzés usarem certos gestos só em certas situações – por exemplo, na tentativa de adquirir a atenção de outro chimpanzé, ou para brincar, ou o início de uma luta. O facto de os gestos não surgirem ao acaso indica que estes possuem algum significado.
Esta pesquisa ajudou a apoiar a teoria que a linguagem humana tem as suas raízes não no discurso, mas nos gestos. Os cientistas que favorecem esta teoria apontam para o facto de que os macacos têm neurónios especiais que traçam o movimento das mãos. Estes, chamados "neurónios espelho" podem ter dado aos macacos a capacidade mental necessária para reconhecer diferenças subtis entre diferentes gestos. Este sistema de comunicação poderá ter-se tornado mais complexo depois da separação dos nossos antepassados humanos dos restantes primatas, há cerca de 6 milhões de anos. Só depois este argumento torna-se-á válido, com a ligação do complexo circuito cerebral em humanos para a leitura de gestos, adquirindo a capacidade de retransmitir, em humanos, no processo do discurso .

Para observar se os chimpanzés podem vocalizar a diferença, Slocombe e Zuberbuhler montaram uma experiência. Eles pregaram um par de tubos ocos nas paredes da cerca dos chimpanzés e carregaram-nos com quatro conteúdos. Cada dia, eles abriram os tubos com um puxão de uma corda, deixando cair os conteúdos num recipiente. Isto permitia que os chimpanzés saíssem de uma sala interna. Invariavelmente à frente da linha ia sempre um macho ansioso de 5 anos chamado LB. LB corria e descia por uma escada que dava acesso ao recipiente, sendo seguido por outros chimpanzés. O chimpanzé descobria então que só um dos oito conteúdos continha comida - maçãs ou fatias de pão. Mais ainda, um tubo só continha maçãs e outro pão.
Depois de darem aos chimpanzés seis semanas para aprenderem este padrão de respostas, Slocombe e Zuberbuhler alteraram a experiência. Agora eles registaram os grunhidos quando eles deixavam cair comida para o recipiente. Durante alguns dias, gravaram os grunhidos correspondentes à maçã e os do pão. Por fim, eles filmaram LB para ver se os sons produzidos alteravam o seu comportamento.
O que eles fizeram acabou por ter resultados. Primeiro, LB parava por poucos segundos na escada que dava acesso à sala da comida para ouvir os sons. Se ele ouvisse os grunhidos para o pão, ele iria levar mais tempo a observar os conteúdos que cairiam do tubo do pão. O mesmo se passava quando ele ouvia os grunhidos para as maçãs, despendendo mais tempo no tubo correspondente. Com este estudo Slocombe e Zuberbuhlers provaram que as vocalizações têm significado para os chimpanzés.
Isto não é para dizer que um grunhido alto significa, "Hey, aqui há pão!" Pode ser apenas um impulso espontâneo. Mas o chimpanzé LB foi “sintonizado” para grunhidos bem conhecidos, para perceber que comida deveria procurar. Slocombe e Zuberbuhler argumentaram que estes resultados chamam atenção para a questão da origem da linguagem.
Mesmo que Slocombe e Zuberbuhler estejam correctos, os “neurónios espelho” podem ter desempenhado um papel importante na evolução da comunicação. Eles poderiam ter fornecido o estímulo mental necessário para dar significado aos sons primários. Em primeiro lugar, os neurónios espelho são bons para representar acções - que, de um modo abstracto, é o que as orações fazem. E pode-se constatar que algumas regiões onde os macacos possuem os neurónios espelho correspondem a áreas do cérebro humano da linguagem gestual. Estes neurónios também estão ligados à habilidade de compreendermos as intenções dos outros seres humanos - algo que os chimpanzés podem fazer abertamente e em absoluto.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
CURSOS ETOLOGÍA DE PRIMATES: ÚLTIMAS PLAZAS DEL AÑO
Gorilas em Zona de Guerra

Um raro gorila-da-planície-oriental na Leste do Congo
Fonte das imagem: http://veja.abril.com.br/180899/imagens/internacional1.gif ; http://ngenespanol.com/wp-content/uploads/2007/10/dic06vidasalvajeart.thumbnail.jpg
in National Geographic Portugal, Maio 2008
terça-feira, 13 de maio de 2008
A Compreensão da Evolução dos Primatas pode ajudar na Investigação em HIV
Alguns anos atrás, os investigadores descobriram um gene chamado TRIM5 que permite à maioria dos primatas inibir o vírus imunodeficiente humano e outros retrovírus, que usam a transcriptase reversa para se inserirem no genoma dos hospedeiros. É de sublinhar que o TRIM5 existe em todos os primatas, incluindo humanos, e este está envolvido numa rápida evolução com os retrovírus: cada espécie possui um TRIM5 específico que evoluiu para “desviar” os retrovírus, e cada retrovírus sofreu mutações para invadir hospedeiros específicos. Uma alteração particular foi a inserção de uma proteína chamada ciclofilina no gene TRIM5 dos macacos–coruja criando a proteína híbrida TRIMcyp, que possui a capacidade de bloquear o vírus HIV. Recentemente, um estudo publicado online pela Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que nos macacos-cauda-de-porco a mesma proteína inserida no mesmo local do genoma tem o resultado oposto – curiosamente estes macacos são vulneráveis ao vírus.
Paul Bieniasz, descobriu a susceptibilidade de diferentes espécies de macacos através da análise de celulas e da consequente reacção ao vírus HIV e outros retrovírus. A diferença destas duas espécies em destaque foi surpreendente!
Primeiro, eles determinaram que as células dos macacos-cauda-de-porco conseguem combater outros retrovírus, como os dos símios e felinos. Depois, Bieniasz e Hatziioannou adicionaram ciclosporina, uma droga que interage com a ciclofilina, à equação e observaram para ver se as células dos cauda-de-porco eram afectadas nas interacções virais. Esta droga é conhecida por superar a capacidade da TRIMcyp dos macacos-coruja no combate contra os vírus. Seguramente, a cicloporina afectou a capacidade da ciclofilina para combater os retrovírus dos símios e felinos. “Isto sugere que nestes macacos existe, provavelmente, uma proteína como a TRIMcyp dos macacos-coruja,” diz Hatziiannou.
Os investigadores isolaram o gene TRIM5 dos macacos-cauda-de-porco e descobriram que, como nos macacos-coruja, os cauda-de-porco têm também a ciclofilina inserida no gene TRIM5, embora tenha sido descoberto numa localização ligeiramente diferente. Não apenas isso, mas constataram que existe um aminoácido modificado na ciclofilina dos cauda-de-porco, uma pequena alteração que dita se os macacos conseguem inibir ou não o HIV.
O que surpreendeu ainda mais os investigadores é que o TRIMcyp está presente em espécies de macacos que evoluíram em diferentes continentes. Os macacos-cauda-de-porco vivem principalmente no Sudeste Asiático e os macacos-coruja só existem na América Central e do Sul. “Isto indica que ocorreu um evento evolucionário improvável, não uma mas duas vezes, em duas espécies de primatas separadas por cerca de 35 milhões de anos,” diz Bieniasz. “Este é um exemplo notável de evolução convergente, sublinhando a grande pressão selectiva que pode ser aplicada pelos retrovírus.” Não só isso, mas a sua constatação tem potencial para orientar os investigadores em direcção a um modelo animal efectivo de infecção por HIV – algo que a área actualmente carece.
domingo, 11 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Macaco Capuchinho Castanho

Características Físicas:
comprimento da cauda: 375-488mm

Dieta:
Fruta, 66%; Sementes, 25%; Medula de plantas, 7%; Néctar, 1%; Presas animais, incluíndo insectos, pássaros, ovos, répteis, morcegos e mamíferos com um peso máximo de 900g. Estes capuchinhos comem 96 espécies de frutos. A medula da palmeira Scheelea é um alimento chave durante a estação seca, quando a fruta escasseia.
História de Vida:

(me=meses)
(d=dias)
(a=anos)
Locomoção:
Quadrúpede, saltando 3-4m.
Estrutura Social:
Grupos com igual número de machos e fêmeas. Um macho dominante em relação a todos os outros. Os machos jovens podem formar sub-grupos.
Tamanho do grupo: 8-14 indivíduos. Extensão do território: 25-40ha, até 355ha. Distância média percorrida por dia: 2000m.

Comportamento:
Diurno e arbóreo.
Associação: Os capuchinhos castanhos associam-se com capuchinhos de face frontal branca (C. albifrons) compartilhando o recurso da alimentação de frutas durante a estação seca. Associam-se com os Saquis barbudos de nariz branco (Chiropotes albinasus), ocasionalmente com os Saquis brancos (Pithecia albicans), e já foram reportadas associações com os Uacaris de cabeça preta (Cacajao melanocephalus). É comum os capuchinhos castanhos serem seguidos por grupos de macacos esquilo comum (Saimiri sciureus).
Acasalamento: Durante os primeiros dois-terços do ciclo menstrual as fêmeas seguem constantemente o macho alpha, solicitando-o usando diferentes chamamentos, expressões faciais e posições. O macho copula uma vez por dia. Nos últimos dois dias do ciclo, o macho dominante "guarda" a fêmea dos machos subordinados.
Quando esta fase de "guarda" termina, a fêmea copula muito rapidamente com outros machos do grupo.
Marcação por odor: Cada indivíduo mantém uma identidade olfactiva através da urina e do pêlo, deixada nas palmeiras. Assim as fêmeas podem detectar os machos que atingiram a maturidade sexual para acasalar. Os machos não monitorizam as fêmeas.
Vocalizações: As chamadas de alarme são comuns quando são avistados grandes predadores. Na Guiana Francesa, a águia harpia preda o macaco capuchinho, é a sua segunda presa mais comum.
Sítio para dormir: As palmeiras são as suas favoritas.
*é um valor conseguido através da proporção do comprimento dos membros anteriores aos membros posteriores. Esta informação é importante para paleontólogos, que só podem fazer a inferência sobre o comportamento dos animais fósseis que encontram. Todos os primatas estão numa escala de 50 para 150. O índice intermembranar indica o tipo geral de locomoção.
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Fotos: De cima para baixo » Subespécies de Capuchinhos Castanhos: Em cima à esquerda: C. a. apella; à direita: C. a. nigritus; ao centro: C. a. libidinosus; em baixo: C. a. xanthosternos, proposta como subespécies válida em 1995, está em perigo crítico de extinção. Mais em baixo e última foto: um macaco capuchinho castanho procura insectos num tronco morto.
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Glossário
(1) Preênsil - toda a estrutura, como cauda, dedos, artículações, língua, etc, capaz de agarrar alguma coisa.
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Fonte bibliográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.Fonte bibliográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.
#2
Ofertas de Emprego - Maio 2008
Field Assistant/Volunteer, Stony Brook University Doctoral Student
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1196
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Research technician, University of Chicago
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1192
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Research Technician, HHMI/Stanford University
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1194
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Chimpanzee Volunteer, Stichting Aap Chimpanzee Department
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1195
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Special Collections Librarian, WI National Primate Research Center
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1197
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Animal Behaviourist, 26 hours a week, AAP sanctuary for exotic animals
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1198
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Research Specialist - Assay Services, WI National Primate Research Center
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1199
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Veterinary Technician, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1200
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Study Coordinator, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1201
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Primate Caregiver, Wildlife Care Center of Belize
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1202
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Two Baboon field Assistants required, Louise de Raad, PhD student, Durham University in collaboration with Lajuma Research Centre in South Africa
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1203
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Environmental Enrichment Associate I, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1204
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Laboratory Technician, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1205
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Institute for the Conservation of Tropical Environments Study Abroad in Madagascar, Stony Brook University
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/271
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Research Assistant, Khao Yai Gibbon Project, Deutsches Primatenzentrum (DPZ), Leibniz-Institute for Primate Research
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1206
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Primate Research Lab Technician, The University of Chicago
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1207
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Darwin 200th monitoring and communicating biodiversity, Limbe wildlife centre
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1208
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Clinical Veterinarian, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1210
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Veterinary Technician, SNBL USA, Ltd.
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1211
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Volunteer - Sanaga-Yong Chimpanzee Rescue Center, In Defense of Animals-Africa
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1212
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Baboon Behaviour and Physiology Field Assistant, George Washington University
http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1213
Documentários na TV


