quarta-feira, 26 de março de 2008

Santuário de Dorset concretizou o maior resgate de primatas do mundo

Um santuário de primatas em Dorset, salvou no passado mês de Janeiro, 88 macacos mantidos em pequenas jaulas num laboratório chileno, na maior missão de resgate do mundo deste género.

O Monkey World levou dois dias para transportar 88 macacos capuchinhos - alguns dos quais foram guardados em jaulas individuais durante 20 anos - para o santuário Wareham.

Os macacos, com idades entre 2 e 30 anos, gozam uma nova liberdade depois de passarem anos a serem usados em experiências médicas, nunca vendo a luz do dia.

"No primeiro dia que andámos pelo laboratório fomos recebidos com guinchos e gritos," disse o Doctor Alison Cronin, Director do Monkey World.

"Eles foram confinados a pequenas jaulas de laboratório e estão com muitos problemas psicológicos e médicos."

Os animais terão de ser reabilitados antes de serem inseridos nos grupos sociais do alojamento de capuchinhos do santuário.

Doctor Cronin e seu marido, Jim, que morreu de cancro no ano passado, tinham estado a planear esta missão de resgate durante mais de um ano, depois de ter sido pedida ajuda pelo laboratório de Santiago.

O Monkey World já tinha salvo mais de 50 macacos e grandes primatas de outros cinco laboratórios.

Inicialmente o santuário pretendeu distribuir e retirar os macacos do laboratório em grupos mais pequenos mas foi forçado a actuar rapidamente depois do pessoal do laboratório receber ameaças de morte de protestantes dos direitos dos animais.

A força aérea chilena ajudou no transporte dos animais em jaulas individuais. Chegaram na noite de 29 de Janeiro ao aeroporto Bournemouth depois de receberem permissão especial do governo Britânico.

"Este é o maior resgate que o Monkey World levou a cabo na sua história e o maior resgate de primatas no mundo alguma fez concretizado," disse Dr. Cronin.

Os Capuchinhos podem ser encontrados no estado selvagem na América Central e do Sul, onde vivem em grupos de aproximadamente 35 indivíduos. Têm uma esperança de vida de mais de 30 anos.


Foto: Macaco capucinho, Fotógrafo: Weimer Carvalho/EPA

Publicado dia 30 de Janeiro de 2008

terça-feira, 25 de março de 2008

Ofertas de Emprego - Março 2008

Animal Research Tech-Adv, WI National Primate Research Center
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Field Course in Primate Behavior and Ecology in Costa Rica, T.R.E.E. Field Studies (Tropical Research in Ecology & Ethology)
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Field Assistant -- Grooming in Barbary macaques, Roehampton University
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Assistant Office Coordinator, Sumatran Orangutan Society
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Animal Care Technician I and Trainee positions, Emory University- Yerkes National Primate Center- Field Station
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Camp manager, Max-Planck-Institute for Evol. Anthropology
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Postdoc 'Casots' Lower Miocene site, Catalan Institute of Paleontology - Institut Català de Paleontologia (ICP)
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Long term field assistant wanted, Durham University
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VETERINARY TECHNICIAN, SNBL USA, Ltd.
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Postdoc Paleobiology, Catalan Institute of Paleontology - Institut Català de Paleontologia (ICP)http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1125
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Postdoc Paleoprimatology (Neogene primates), Catalan Institute of Paleontology - Institut Català de Paleontologia (ICP)
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Postdoc Paleoprimatology (Paleogene primates), Catalan Institute of Paleontology - Institut Català de Paleontologia (ICP)
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Research Specialist, WI National Primate Research Center
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Animal Husbandry Internship, Lemur Conservation Foundation
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Chimpanzee Care and Research Apprentice, Chimpanzee & Human Communication Institute
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Golden Lion Tamarin Summer Internship, Zoo Atlanta, GLTCP
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Baboon Research Field Assistant, Nicolaas Fourie, PhD Student, The George Washington University in Collaberation with the University of South Africa's Applied Behavioural Ecology and Ecosystems Research Unit
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Sr. Clinical Veterinarian, SNBL USA, Ltd.
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Conservation Education Trainer, North Carolina Zoo
Work in the field with Amazonian primates, Estación Científica UCE. PRIMATES OGLAN
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post-doc in primate behavioral research, University of Chicago
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Veterinarian Technician - Technical Assoc., Pfizer
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Assistants need for Capuchin study in Iguazu Falls, Argentina, University of Montana
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Semester of Study Abroad in Equatorial Guinea:, Drexel University (Bioko Biodiversity Protection Program)http://pin.primate.wisc.edu/jobs/listings/1146
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Veterinary Technician, Magee-Womens Research Institute/SFBR
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Assistant Professor of Anthropology, University of Rhode Island, Department of Sociology and Anthropology

Documentários na TV


NATIONAL GEOGRAPHIC

Quarta, dia 26 de Março
» 11:10 - Pelos Melhores Trilhos Do Mundo: No Quénia. Repetição às 15h20 «

Sexta, dia 28 de Março
» 05:20 - O Predador E A Presa: Chimpanzés Fora De Controle. Repetição às 16h10, às 20h05 e dia
29 às 00h15 «

Domingo, dia 30 de Março
» 20:00 - O Símio Humano «



ODISSEIA

Quarta, dia 26 de Março
» 20:00 - Coisas De Macacos II: Episódio 5. Repetição dia 27 às 5h00 «
» 20:30 - Coisas De Macacos II: Episódio 6. Repetição dia 27 às 5h30 «

Regresso do MACACOLOGIADepois de uma estadia de um mês no Uruguai e de estar inserido num projecto completamente diferente deste - Karumbé, tartarugas marinhas - regresso com muita vontade de trabalhar para este blog e outros projectos.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008



De 13 de Fevereiro a 19 de Março, o Macacologia estará sem novidades por ausência do moderador.

No entanto, o blog volta em Março com novidades!

Deixo em baixo o cartaz da conferência Comportamento & Individualidade em Primatas e Outros Mamíferos que se realizará nos dias 17 e 18 de Março na Universidade Lusófona.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Documentários na TV

ODISSEIA

Terça, dia 12 de Fevereiro
» 03:00 - Guardiães Dos Bosques: A Última Oportunidade Dos Lémures. Repetição às 10h00 «
» 03:30 - Guardiães Dos Bosques: Salvar O Macaco Aranha. Repetição às 10h30 «


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Grandes Primatas em perigo devido a Vírus Humano

A abertura de reservas naturais de gorilas e de chimpanzés, ao turismo, é muitas vezes a chave para a conservação destes grandes primatas em perigo. Contudo, existem também preocupações de que o turismo possa expor os primatas selvagens a infecções através de doenças humanas virulentas.

Segundo alguns investigadores, a caça comercial e a perda de habitat, são as principais causas do rápido declínio dos grandes primatas. A exploração e promoção do ecoturismo e investigação vieram dar um novo valor aos primatas e aos seus habitats. Enquanto que, o contacto próximo entre seres humanos e primatas habituados aos mesmos, tem causado inquietação sobre a transmissão de doenças, estudos prévios apenas demonstraram a dispersão de infecções bacterianas e parasíticas relativamente baixas, de seres humanos a primatas selvagens.
Um novo estudo de investigadores do Instituto de Robert Koch (Berlim), do Instituto de Max Planck de Antropologia Evolutiva (Leipzig) e do Centro Suisse des Recherches Scientifiques (Costa de Marfim) confirma a ameaça de doenças, encontrando a primeira evidência directa da transmissão de vírus de seres humanos a primatas selvagens. No entanto, o estudo também mostrou que a pesquisa e os projectos de turismo diminuíram fortemente a caça clandestina de chimpanzés. Este efeito protector, excedeu em grande número a substancial mortalidade de chimpanzés causada pela introdução de doenças humanas.

A introdução de doenças respiratórias, por seres humanos, foi muito tempo suspeita em locais onde primatas, no estado selvagem, estiveram em contacto próximo com seres humanos, mas este é o primeiro estudo a diagnosticar o agente da doença e a quantificar o impacto demográfico. "Temos de ser muito mais proactivos em instituir precauções de higiene estritas em todo o turismo com primatas e locais de pesquisa", diz Fabian Leendertz, autor principal do artigo e um epidemiologista de doenças na vida selvagem no Instituto de Robert Koch em Berlim.
"Uma possibilidade para promover complacência é um processo de certificado semelhante ao sistema de etiquetagem verde usado actualmente na indústria da madeira."

O estudo usou uma abordagem multidisciplinar que implica ecologia comportamental, medicina veterinária, virologia e biologia demográfica, para seguir a pista da introdução de doenças humanas em duas comunidades de chimpanzés no Parque Nacional de Taï em Côte d’Ivoire, onde os investigadores começaram a habituar chimpanzés à presença humana em 1982. As amostras de tecido retiradas de chimpanzés, que tinham morrido numa série de surtos que datam de 1999, foram testadas, dando positivo para dois vírus respiratórios humanos que são os principais causadores da mortalidade infantil humana nos países em desenvolvimento, denominados vírus syncytial respiratório humano e metapneumovirus humano.

As estirpes virais amostradas dos chimpanzés foram relacionadas com estirpes pandémicas que, nos dias de hoje, circulam em populações humanas tão afastadas como a China e a Argentina, sugerindo uma introdução recente nos chimpanzés através de seres humanos. Os autores usaram também observações clínicas e análises demográficas, para concluir que os surtos de doenças respiratórias semelhantes podem datar até 1986.

O projecto de pesquisa teve também efeitos fortemente positivos. Investigações paralelas mostraram que a presença de investigadores tinha diminuído actividades de caça nas áreas circundantes. Consequentemente, as densidades de chimpanzés, tanto nos locais de estudo assim como nos locais próximos do turismo em chimpanzés, foram muito mais altas do que seria esperado dado à facilidade de acesso a caçadores clandestinos. "A presença de investigadores é confirmada como tendo um elevado impacto positivo na protecção de uma área," diz o co-autor Christophe Boesch do Instituto de Max Planck de Antropologia Evolutiva (MPI-EVA) em Leipzig, que dirige o projecto de investigação em Taï. “Contudo, com esta presença benéfica, surgem alguns problemas de higiene que têm de ser resolvidos."

"O estudo confirma que a investigação multidisciplinar é necessária para averiguar diferentes questões implicadas na conservação de primatas", disse Paul N’Goran, um investigador do Centro Suisse de Recherches Scientifiques em Côte d’Ivoire. "O nosso estudo mostra a importante função que a investigação científica pode ter na monitorização de impacto e a eficácia de estratégias de conservação."

Na foto: Christophe Boesch, Director de Projectos com chimpanzés, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, apela por melhores medidas de higiene no turismo de Grandes Primatas. (Por: Sonja Metzger/Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology)

Journal Reference: Sophie Köndgen, Hjalmar Kühl, Paul K. N’Goran, Peter D. Walsh, Svenja Schenk, Nancy Ernst, Roman Biek, Pierre Formenty, Kerstin Mätz-Rensing, Brunhilde Schweiger, Sandra Junglen, Heinz Ellerbrok, Andreas Nitsche, Thomas Briese, W. Ian Lipkin, Georg Pauli, Christophe Boesch, e Fabian H. Leendertz. Pandemic Human Viruses Cause Decline of Endangered Great Apes.

Publicado dia 26 de Janeiro de 2008