domingo, 6 de abril de 2008

Jane Goodall: uma vida dedicada aos chimpanzés

A primatóloga de renome internacional, Jane Goodall, retribuiu uma visita ao ZOO de Basel para falar da sua vida, trabalho e conquistas. Conhecida pelo seu trabalho de campo os chimpanzés em África, à quase 50 anos, Goodall ainda dispensa tempo com eles, mas hoje em dia viaja mais de 300 dias por ano para falar sobre conservação e ambiente.


Vincent Landon da World Radio Switzerland entrevistou Goodall e começou perguntando-lhe o que aprendeu sobre o comportamento humano através da observação dos chimpanzés.

Entrevista - http://www.worldradio.ch/wrs/news/switzerland/jane-goodall-a-lifetime-dedicated-to-chimpanzees.shtml?10393




Publicado dia 22 de Fevereiro de 2008

Cientistas do Jardim Zoológico de Henry Doorly identificam duas novas espécies de lémures

Os cientistas do Centro de Conservação e Pesquisa do Jardim Zoológico de Henry Doorly identificaram duas novas espécies de lémures em Madagáscar.

Um dos animais é denominado em honra da Fundação Suzanne e Walter Scott Jr. A fundação, estabelecida pelo par de Omaha, apoiou os esforços de conservação levados a cabo pelo jardim zoológico.
O divertido lémure de Scott é um animal ágil com o pêlo castanho acinzentado e uma cauda de ponta preta. O seu nome científico é Lepilemur scottorum.

O segundo lémure, em honra da Fundação de Betty e Gordon Moore de São Francisco, é o lémure de lã de Moore, Avahi mooreorum. Ele tem a pele cinzenta acastanhada e uma cauda avermelhada. A fundação apoiou a conservação e a biodiversidade em áreas em perigo.

Os lémures são primatas e a descoberta de uma nova espécie de primata é rara. Mas o Jardim Zoológico Omaha identificou 18 novas espécies de lémures em Madagáscar nos passados três anos.
As descobertas demonstram a necessidade de aprender mais sobre a flora e fauna daquele país, diz Edward Louis, o director do Projecto de Biogeografia e Biodiversidade de Madagáscar do jardim zoológico.
Louis conduziu a pesquisa em Madagáscar durante mais de 10 anos. Ele teve a ajuda nas descobertas recentes de Runhua Lei, um membro da equipa de projecto.


Publicada dia 21 de Fevereiro de 2008
Notícia original: http://www.omaha.com/index.php?u_620798&u_sid=10264361

O Orangotango mais famoso do mundo, Ah Meng, morreu

Um orangotango que conheceu o Príncipe Philip, Elizabeth Taylor e Bjorn Borg, morreu aos 48 anos.

Ah Meng foi a imagem para a industria turística de Singapura e de publicidades de conservação. Ela entrou em mais de 30 documentários, com estrelas que inclui o famoso apresentador australiano, caçador de crocodilos, Steve Irwin.

A sua popularidade aumentou através de uma campanha lançada pelo ZOO de Singapura “Pequeno almoço com um Orangotango” que permitia a centenas de visitantes serem fotografados com Ah Meng.

A sua fama foi tal que visitantes “especiais” ansiaram e foram conhecer a estrela, entre eles, o Príncipe Philip, as actrizes Elizabeth Taylor e Bo Derek, e Bjorn Borg, a estrela de tênis.

Em 1993, em títulos como “São Bolhas Ciumentas?”, publicados pelos jornais dos Estados Unidos que registaram a sua reunião com a estrela de pop Michael Jackson. A sua visita ao hotel do cantor foi largamente alegada por ter chateado o seu chimpanzé de estimação.

A contribuição de Ah Meng para o aumento do perfil de Singapura foi reconhecida em 1992 quando ela recebeu o prémio “Embaixador Especial do Turismo” – o primeiro e único não-humano a receber esta honra.

O Jardim Zoológico de Singapura vai manter um serviço público em memória de Ah Meng. O ZOO também anunciou que o próximo orangotango a nascer vai ser chamado de Ah Meng Junior em honra da falecida estrela.

Por Adam Lusher
Publicado dia 10 de Fevereiro de 2008

segunda-feira, 31 de março de 2008

Documentários na TV

Quarta, dia 2 de Abril
» 08:40 - A Reabilitação Dos Chimpanzés «
Repetição às 13:40, 17:00, dia 3 às 01:10 e dia 5 às 07:00.

Quinta, dia 3 de Abril
» 17:50 - O Lado Sombrio Dos Chimpanzés «
Repetição dia 4 às 02:00.

Domingo, dia 6 de Abril
» 00:15 - O Símio Humano «
Repetição às 13:40.



Terça, dia 1 de Abril
» 06:00 - Era Uma Vez Os Lémures «
Repetição às 13:00.

Quarta, dia 2 de Abril
» 20:00 - Coisas De Macacos II: Episódio 7 «
Repetição dia 3 às 05:00.

» 20:30 - Coisas De Macacos II: Episódio 8 «
Repetição dia 3 às 05:30.

Domingo, dia 6 de Abril
» 07:00 - Gorilas De Dzanga «
Repetição às 13:00.

Evolução das espécies - A longa jornada dos mini-macacos

Do tamanho de um polegar, o primeiro primata da América do Norte viajou desde a Sibéria. Era minúsculo mas provavelmente o animal mais inteligente da época.

O tamanho importa? A pergunta é quase sacramental e a resposta raramente gera consensos, seja qual for o assunto. Pelo menos no caso do Teilhardina magnoliana, o mais antigo primata a habitar a América do Norte, a resposta parece ser óbvia. Com apenas sete centímetros de comprimento e umas 28 gramas de peso, o animal não só era uma espécie de Albert Einstein do seu tempo como foi capaz de chegar ao continente depois de uma longa jornada desde a Sibéria, há aproximadamente 55,8 milhões de anos.
As conclusões foram obtidas pelo paleontólogo Christopher Beard, do Museu Carnegie de História Natural de Pittsburgh, e publicadas na revista 'Proceedings of the National Academy of Sciences'. Beard exumou restos fossilizados do minúsculo primata encontrados no Mississipi e, com base na análise aos dentes, concluiu que este terá muito provavelmente atravessado uma ligação terrestre natural, entretanto desaparecida, entre a Sibéria e o Alasca.
"Era um primata pequeno e primitivo. De certa forma, parecia-se mais com um macaco minúsculo do que com um pequeno lémur", disse Beard numa entrevista telefónica à Associated Press, sublinhando que o animal viveu 10 milhões de anos depois dos dinossauros e mais de 10 milhões de anos antes dos primeiros macacos.
Segundo o investigador, o Teilhardina magnoliana deveria ser "o animal mais inteligente da época, mas isso não significa que tivesse pensamentos profundos". A extinta criatura habitava as árvores e alimentava-se de bagas e insectos, e teria como uma das principais preocupações não se tornar a refeição de um qualquer lagarto ou pássaro.


Nova teoria sobre a migração dos primatas americanos

Luís Azevedo Rodrigues, paleontólogo do Museu Nacional de História Natural da Universidade de Lisboa que conviveu com Beard quando esteve no Museu Carnegie de História Natural, lembra que, apesar de ser o primata mais antigo do sub-continente norte-americano, o Teilhardina magnoliana não é o ancião da espécie. Esse título vai para o Teilhardina asiatica, espécie descoberta em 2004 na China. O investigador diz que o principal contributo do estudo está na "actualização sobre a chegada dos primatas à América", que muitos acreditavam ter-se processado a partir da Europa, através da Gronelândia.
"Terá existido uma passagem continental entre a Ásia e a América que permitiu à nova espécie T. magnoliana migrar da Ásia para a América, numa zona que corresponderá aproximadamente ao estreito de Bering, entre a Sibéria e o Alasca", refere Rodrigues.

Agradecimento especial: Pedro Coelho

quarta-feira, 26 de março de 2008

Macaco de Nariz Arrebitado de Guizhou

Super-família Cercopithecoidea; Família Cercopithecidea; Sub-família Colobinae
Pygathrix (Rhinopithecus) brelichi

Características Distintivas:
Os macacos de nariz arrebitado de Guizhou possuem uma zona posterior de cor castanho-acinzentado, uma barriga cinzenta-esbranquiçada, e coxas de cor cinzento pálido. Os braços superiores, o interior dos ombros, e a testa são de cor laranja amarelados. A coroa da cabeça é castanha, e o topo das orelhas é branco. A pele facial é azul, e o lábio inferior é cor-de-rosa. Os machos têm nas costas e entre os ombros uma mancha branca; o escroto e os mamilos são brancos. Os juvenis são cinzentos.

Características Físicas:
cabeça e comprimento do corpo: 660mm (660-762).
comprimento da cauda: 559-771mm.
peso: NA*.
índice intermembranal**: NA.
peso cerebral do adulto: NA.
O macho é 1.5-2 vezes o tamanho da fêmea.

Habitat:
Subtropical, sempre-verde ou caduco, florestas de folhas largas ou coníferas, a 1000-2300m. Estes macacos vivem e só existem numa reserva na província de Guizhou, China.

Dieta:
Inverno
– rebentos, 91%;
Primavera – folhas jovens, 95%;
Verão – fruta, 35%; rebentos de magnólia, 27%; alguns artrópodes.
A quantidade de folhas que constituem a dieta destes animais varia de 7% entre Janeiro-Março a 97% entre Abril e Junho.

Locomoção:
quadrúpede; trepador, saltador , e semibrachiation (brachiation - é uma forma de locomoção arbórea na qual os primatas se deslocam de árvore em árvore, através dos ramos, usando só os braços.)



Estrutura Social:
Grupos de 1-macho com 1-3 fêmeas. Vários grupos de 1-macho deslocam-se em conjunto. Os grupos de 1-macho distribuem-se pela periferia do grande grupo. Grupos grandes podem dispersar-se e voltar a reformar. A grupo pode ser muito grande, possuindo até 430 indivíduos.
Emigração: os machos jovens juntam-se a grupos de machos adultos . Tamanho do grupo: 6 (3-10). Extensão do território: 3500ha. Distância média percorrida por dia: NA.



Comportamento:
Diurno e Arbóreo. Os macacos de nariz arrebitado de Guizhou são capazes de formar grandes grupos porque as árvores de que se alimentam ocorrem em grandes porções de terreno.
Eles deslocam-se no chão, atravessando uma área desflorestada para chegar a outra área da floresta. A China aposta agora na reprodução em cativeiro desta espécie em vias de extinção. Acredita-se que existam menos de 1000 indivíduos.

Vocalizações:
Estes macacos possuem numerosas vocalizações e chamamentos. Os mais notáveis são os de alarme, waa-gek e o de agressão masculina.
Local para pernoitar: árvores de folhas largas sempre-verdes com folhagem densa.

* não atribuído.
** é um valor conseguido através da proporção do comprimento dos membros anteriores aos membros posteriores. Esta informação é importante para paleontólogos, que só podem fazer a inferência sobre o comportamento dos animais fósseis que encontram. Todos os primatas estão numa escala de 50 para 150. O índice intermembranar indica o tipo geral de locomoção.

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Fotos: Macacos Guizhou no seu habitat natural. De cima para baixo: - A mancha branca entre os ombros indica que o indivíduo da foto é um macho; - Localização do único habitat natural dos macacos de nariz arrebitado de Ghizhou; - Machos sub-adultos permanecem juntos e são periféricos ao grupo principal.

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Fonte bibliográfica: ROWE, Noel; The Pictoral Guide to the Living Primates; Pogonias Press; 1996; Charlestown, Rhode Island, USA.

#1

Santuário de Dorset concretizou o maior resgate de primatas do mundo

Um santuário de primatas em Dorset, salvou no passado mês de Janeiro, 88 macacos mantidos em pequenas jaulas num laboratório chileno, na maior missão de resgate do mundo deste género.

O Monkey World levou dois dias para transportar 88 macacos capuchinhos - alguns dos quais foram guardados em jaulas individuais durante 20 anos - para o santuário Wareham.

Os macacos, com idades entre 2 e 30 anos, gozam uma nova liberdade depois de passarem anos a serem usados em experiências médicas, nunca vendo a luz do dia.

"No primeiro dia que andámos pelo laboratório fomos recebidos com guinchos e gritos," disse o Doctor Alison Cronin, Director do Monkey World.

"Eles foram confinados a pequenas jaulas de laboratório e estão com muitos problemas psicológicos e médicos."

Os animais terão de ser reabilitados antes de serem inseridos nos grupos sociais do alojamento de capuchinhos do santuário.

Doctor Cronin e seu marido, Jim, que morreu de cancro no ano passado, tinham estado a planear esta missão de resgate durante mais de um ano, depois de ter sido pedida ajuda pelo laboratório de Santiago.

O Monkey World já tinha salvo mais de 50 macacos e grandes primatas de outros cinco laboratórios.

Inicialmente o santuário pretendeu distribuir e retirar os macacos do laboratório em grupos mais pequenos mas foi forçado a actuar rapidamente depois do pessoal do laboratório receber ameaças de morte de protestantes dos direitos dos animais.

A força aérea chilena ajudou no transporte dos animais em jaulas individuais. Chegaram na noite de 29 de Janeiro ao aeroporto Bournemouth depois de receberem permissão especial do governo Britânico.

"Este é o maior resgate que o Monkey World levou a cabo na sua história e o maior resgate de primatas no mundo alguma fez concretizado," disse Dr. Cronin.

Os Capuchinhos podem ser encontrados no estado selvagem na América Central e do Sul, onde vivem em grupos de aproximadamente 35 indivíduos. Têm uma esperança de vida de mais de 30 anos.


Foto: Macaco capucinho, Fotógrafo: Weimer Carvalho/EPA

Publicado dia 30 de Janeiro de 2008